
Catalina de Habsburgo: “Desde miúda que percebi que ser nobre era ser humilde”
Quando lia histórias de príncipes e princesas, nunca se reconhecia nelas. Não foi uma ‘gata borralheira’, mas também não conheceu as mordomias exageradas das cortes antigas em que das donzelas nobres se esperava a subserviência, o decoro e a inexistência de opinião. A autora de Sissi, a Atormentada Vida da Imperatriz Isabel carrega a genética dos Habsburgos, mas o facto de ser neta do imperador Carlos I da Áustria e da princesa Zita de Borbón-Parma não impediu Catalina de Habsburgo, arquiduquesa da Áustria, de sonhar com uma carreira profissional, casar e ter filhos.Licenciada em Ciências Políticas, com especialização em Direito, pela Universidade de Lovaina, na Bélgica, já foi jornalista da Rádio España e directora de Relações Internacionais da Universidade SEK, de Segóvia.Aos 36 anos, dez dos quais casada com o conde Maximiliano Secco d’Aragona, gestor financeiro num banco, de quem tem dois filhos, Constantino e Nicola, de oito e seis anos, respectivamente, Catalina é, como diz, "uma mulher normal que cuida da casa, dos filhos e tem uma profissão".O Natal foi passado em família, em Itália, onde o casal tem uma residência, mas a vida já voltou ao normal, na Suíça, onde prepara novo livro. Passou por Portugal – onde costuma passar férias com a família – para apresentar o livro sobre a sua tia-bisavó, a famosa Sissi, popularizada no cinema por Romy Schneider num argumento muito longe da realidade.