Neste sábado, 13 de junho, o futebolista João Cancelo (32) esteve à conversa com Daniel Oliveira (45) em mais uma edição do programa “Alta Definição”. Em entrevista emocionante, o lateral abriu o coração sobre as dores das perdas que carrega: a morte da sua mãe e a do seu colega de seleção, Diogo Jota (1996-2025).
O atual jogador do FC Barcelona, em Espanha, revelou um trauma que o acompanha desde os 17 anos. O falecimento da mãe, vítima de um acidente de viação, marcou-o profundamente. Recorda assim: “Lembro-me do último grito da minha mãe. Lembro-me do meu irmão a chorar. Tentei levantar o carro para tirar a minha mãe de debaixo dele e não consegui”.
Ainda a recordar essa dor, o atleta contou que teve de se tornar o líder da sua família muito cedo, cuidando do pai, que era emigrante na Suíça, e do irmão: “Não gosto de me fazer de coitadinho porque não é isso que quero transmitir, mas foi difícil. A minha mãe era o pilar da nossa família”.
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Laços que a dor fortaleceu
João deixou ainda uma declaração à mulher Daniela Machado, com quem está desde a adolescência e que o acompanhou durante todo o luto, tratando dele e da casa enquanto ele recuperava das feridas: “Foi aí que vi que aquela era a mulher certa para mim”.
Aproveitou também para agradecer não só à companheira, mas também à mãe de um colega de profissão. O lateral do Barcelona teve palavras bonitas para a mãe de Fábio Cardoso (32), jogador do Sevilha: “A mãe dele foi importantíssima para mim, para o meu irmão e para o meu pai. Era a melhor amiga da minha mãe”.
O drama em Manchester
Ainda a recordar o passado doloroso, João Cancelo falou de um assalto violento que sofreu em Manchester: “Senti a impotência de perder a minha família num ato de covardia”.
A situação aconteceu durante uma viagem de ano novo, quando o atleta foi vítima de quatro criminosos que invadiram a casa onde estava com a família: “Quando acordei, tinha uma faca apontada ao meu pescoço.” O futebolista mostrou ainda uma cicatriz na testa, resultado dessa experiência trágica.
Um adeus que ficou na memória
Ao recordar a morte trágica do seu companheiro de seleção, Diogo Jota, Cancelo revelou a dor que sentiu. Diz que só conseguia pensar na esposa, nos filhos e nos pais do jogador, que estavam a passar por um momento tão doloroso: “Uma mãe nunca está preparada para perder um filho.” Contou como soube da notícia: “Acordo e recebo vinte mensagens da minha mulher: ‘O Diogo Jota faleceu’.” Ao lembrar-se desse instante, confessou: “Quando ela me disse aquilo, comecei a desabar em lágrimas”.
O atleta recordou ainda um jogo da seleção portuguesa contra a Suécia, onde fez uma assistência para o avançado, e desabafou, já em lágrimas: “Não tinha importância, era só mais uma assistência, mas hoje é uma das mais bonitas da minha carreira, pelo sentimento que traz de saber que nunca mais o vou voltar a ver”.
