
Margarida Prieto com os filhos e o marido
Salvador Colaço
Para
Margarida Prieto,
"nunca é tarde para aprender nem para voltar a estudar", por isso, a agora curadora voltou para a universidade e tirou um curso de História de Arte, na Faculdade de Letras de Lisboa. Aos 50 anos, está a finalizar um mestrado em Gestão de Mercados de Arte, no ISCTE, um motivo de orgulho para o marido,
Manuel Damásio, e para os filhos,
Margarida, de 27 anos,
Manuel, de 26, e
Francisco, de 21, que apoiaram a mãe nesta ‘aventura’ desde o início.
Por essa razão, não é de estranhar encontrar a família toda reunida cada vez que Margarida Prieto ‘organiza’ uma curadoria, como aconteceu na exposição do artista espanhol
Juan Ripollés, patente nos jardins do Casino Estoril. Foi precisamente nesse evento que a CARAS conversou com a filha de Margarida, que vê na mãe um exemplo a seguir:
"Quando ela nos disse que queria tirar o curso, apoiei-a imenso. Ensinei-lhe muito de informática e tentei não estar muito por perto na altura dos exames, porque ela fica pior que eu. É muito aplicada e superestudiosa. Ela é a pessoa indicada para este trabalho, tem tudo que ver com ela."
A forma sorridente como Margarida falou sobre a sua mãe tornou bastante visível a admiração que sente por ela: não lhe poupa elogios e considera-a mesmo uma das suas melhores amigas, apesar das diferenças de feitio que existem entre as duas:
"Eu sou mais reservada do que a minha mãe, mas com o passar dos anos dou por mim a pensar: ‘Estou a ficar igual à minha mãe.’ O que eu acho muito bom! Nós somos bastante cúmplices, com aquelas discussões do costume entre mãe e filha… mas somos muito amigas. É muito fácil ser-se amigo da minha mãe, porque ela é superbem-disposta, põe tudo sempre para cima, alto astral, está sempre pronta para tudo…"