A princesa Diana (1961-1997) residiu em várias propriedades de luxo ao longo da sua vida — mas é uma mansão com fortes ligações emocionais à falecida princesa de Gales que está agora a captar as atenções do mercado imobiliário mundial.
A propriedade de Ormeley Lodge, localizada em Richmond, nos arredores de Londres, foi posta à venda pelo valor de 25 milhões de libras, na sequência da morte da sua proprietária, Lady Annabel Goldsmith (1934-2025), a 18 de outubro de 2025.
Lady Annabel mantinha uma relação de profunda cumplicidade com Diana, chegando inclusivamente a prestar depoimento, em 2007, no inquérito judicial que investigou as circunstâncias da trágica morte da princesa. Confirmando a intenção de alienar o imóvel, o filho da antiga proprietária, Ben Goldsmith, sublinhou ao jornal Mail o desapego necessário nesta nova etapa: “A Ormeley foi o nosso querido lar durante toda a vida. No entanto, chegou o momento de a passar a uma outra família afortunada.“
Apesar de a princesa de Gales nunca ter habitado formalmente na Ormeley Lodge, o local assumiu um papel fulcral na sua biografia. De acordo com diversos relatos históricos, foi entre estas paredes que Diana confrontou diretamente a então Camilla Parker Bowles (78) sobre o romance extraconjugal que esta mantinha com o seu marido, o então príncipe Charles (77).
O tenso embate ocorreu durante a festa do 40.º aniversário de Annabel Elliot (77), irmã de Camilla, organizada por Lady Annabel. No decurso desse confronto, que viria a marcar a história recente da monarquia, Diana terá sido categórica nas suas palavras à atual rainha consorte: “Só quero que saibas que sei exatamente o que se está a passar. Lamento estar a intrometer-me. Deve ser um inferno para as duas… Mas não me trates como uma idiota.”

Por dentro da joia arquitetónica de Richmond
Classificada pela imobiliária de luxo Sotheby’s como uma “requintada propriedade do início do período georgiano”, a Ormeley Lodge ergue-se majestosamente numa posição privilegiada entre o Richmond Park e Ham Common. A mansão principal, que remonta aos últimos anos do período Stuart e ao início da era georgiana, reflete uma fusão harmoniosa entre as arquiteturas barroca inglesa e clássica.
O anúncio detalha que as salas principais beneficiam de tetos com mais de 3,35 metros de altura. Adicionalmente, as proporções elegantes, as lareiras originais, as cornijas intrincadas e as imponentes janelas de guilhotina configuram interiores extraordinariamente luminosos, preservando a imponência típica do início do século XVIII. “Surpreendentemente, a propriedade permanece intacta, preservando não apenas a residência principal, mas também o seu conjunto histórico de anexos, edifícios de serviço e jardins murados”, destaca a mediadora.
O piso térreo foi estruturado de forma a acolher tanto eventos protocolares como o quotidiano familiar descontraído, dispondo de uma sumptuosa sala de estar e de uma biblioteca contíguas a uma sala de jantar. A cozinha, de dimensões generosas, inclui despensa, copa e instalações para o pessoal. O complexo dispõe ainda de uma adega, arrecadações de grande capacidade, um apartamento independente para visitas, piscina orientada a sul e um campo de ténis apto para todas as condições climatéricas.
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