
falou pela última vez com
Carlos Castro, de 65 anos, quando este se preparava para embarcar para Nova Iorque, onde passaria o fim de ano na companhia de
Renato Seabra, de 20 anos. "
O Carlos disse-me que estava à espera de ter avião nesse dia, pois no dia anterior não conseguira viajar devido ao cancelamento do seu voo na sequência das tempestades de neve. Estava feliz e entusiasmado com a viagem", recorda emocionada à CARAS.
Hoje Vicky ficou chocada quando tomou conhecimento da morte do amigo:
"Estou tão chocada… Esta tragédia ultrapassa-nos a todos. Só sinto perda, dor, incapacidade e angústia. Perdi um grande amigo. A morte do Carlos não era previsível e ninguém consegue entender o porquê desta tragédia."
Na última vez que Vicky falou com o amigo ainda teve tempo de fazer com ele planos para o novo ano. Antes de lhe desejar boa viagem e um novo ano feliz, Vicky Fernandes combinou com Carlos Castro um almoço após o seu regresso a Lisboa. Algo que não virá a acontecer.
Vicky admite que, para os amigos do jornalista morto brutalmente na sexta-feira, dia 7 de Janeiro, em Nova Iorque, o único pensamento que lhes pode dar alento é saberem que
"ele morreu na cidade que sempre amou". Vicky recorda que
"Carlos Castro sempre disse que queria ser cremado após a sua morte e que as cinzas dele ficassem em Manhattan". Um desejo que ainda pode vir a concretizar-se.
Para Vicky Fernandes, de momento, a principal preocupação é, tal como revelou à CARAS, a de que a memória do amigo seja honrada.
*Este texto foi escrito nos termos do novo acordo ortográfico.