
Miguel Portas
Paulo Petronilho
Depois de ter sido operado a um tumor maligno, o que implicou a remoção de um terço do pulmão direito e subsequentes tratamentos de quimioterapia,
Miguel Portas sente-se totalmente recuperado.
"Voltei ao trabalho durante a quimioterapia e houve alguns dias em que era um pouco difícil ter a concentração necessária, mas fui gerindo isso da melhor forma. Trimestralmente faço exames, e fisicamente até me sinto melhor do que antes. Até demoro menos tempo a ir a pé de casa ao Parlamento Europeu [em Bruxelas]." [risos]
Apesar de não se alongar em explicações sobre a doença, Miguel garante que, tal como a generalidade das pessoas que passe pelo mesmo, passou a relativizar algumas situações na sua vida e a dar mais importância a outras, nomeadamente dedicando mais tempo aos filhos,
Frederico, de 16 anos, e
André, de 13.
"Julgo que me tornei um pai mais presente, mas não gosto muito de falar sobre esses assuntos. Quando uma pessoa passa por isto, os seus horizontes ampliam-se. Passei a dar mais importância a determinadas coisas e julgo que, sob vários aspetos, hoje estou bastante melhor. A arte da vida é transformar de alguma maneira estes problemas em oportunidades e desafios. Encarei tudo isto com muita naturalidade."
*Este texto foi escrito nos termos do novo acordo ortográfico.