Aos 53 anos, Alexandra Lencastre é uma mulher realizada. E é sorridente e bem-disposta que surge na Baixa lisboeta, em plena época natalícia, para esta entrevista e sessão fotográfica. Mãe de Margarida, de 22 anos, e Catarina, de 20 – fruto do casamento com o produtor Piet-Hein Bakker –, e com uma carreira longa e repleta de sucessos na representação, a atriz diz que se sente uma mulher feliz, mas com algumas inseguranças e intranquilidades. “Um ator tem o grande privilégio da longevidade. A pressão surge quando apareço como Alexandra Lencastre e não com o nome de uma personagem a defender-me”, justifica.
Dona de uma beleza e sensualidade únicas, Alexandra sentiu necessidade de renovar a sua imagem, que considerava cansada e envelhecida pelas marcas do tempo e da sua profissão, motivo que a levou a fazer uma blefaroplastia – retirada de excesso de pele nas pálpebras – e uma redução mamária.
Foi sobre a cirurgia estética e a confiança que esta mudança lhe trouxe que incidiu a nossa conversa.
– Porque é que decidiu fazer esta operação agora?
Alexandra Lencastre – Estava há sete anos a trabalhar sem interrupções e sentia necessidade de espairecer. A minha profissão vive da concentração, da memória, do talento, mas também da imagem, e eu tinha três ou quatro coisas para “arranjar”. Já tinha indicações médicas para as fazer. Correu tudo bem, a recuperação foi fantástica. Não me senti muito diferente, foi tudo muito natural. Ninguém me perguntava o que tinha feito, o que é ótimo.
– Além da intervenção no rosto, também fez uma redução mamária.
– Foi tudo ao mesmo tempo. Nós somos atletas de alta competição a outro nível, mas temos de cuidar muito do nosso físico. Temos muita ação corporal e vamos envelhecendo. Comecei a ter problemas de coluna e, com a menopausa, o peito ficou muito grande. Muitas vezes não conseguia apertar os casacos e qualquer decote parecia um pouco indecente.