Foram oito meses de batalha legal, na qual foi usada artilharia pesada tanto da parte do sheik Mohammed bin Rashid Al Maktoum como da princesa Haya. E se o emir do Dubai se fez valer da sua imensa fortuna para contratar um batalhão de advogados para o representar, a irmã do rei Abdullah II da Jordânia não lhe ficou atrás, fazendo da advogada Fiona Shackleton a sua maior aliada.
Uma estratégia que acabaria por se revelar bem-sucedida, já que foi graças aos planos traçados por esta conceituada advogada britânica – responsável pelos acordos de divórcio do príncipe André e Sarah Ferguson e, mais tarde, do príncipe Carlos e Diana de Gales – que a princesa Haya da Jordânia conseguiu aquilo que mais queria: a proteção e a guarda dos filhos, Jalila, de 12 anos, e Zayed, de oito.
O emir do Dubai foi acusado de “sequestro, regresso forçado, tortura e promoção de uma campanha de intimidação”, depois de o tribunal ter dado como provado o sequestro de duas das suas filhas mais velhas, Shamsa e Latifa (que tentaram fugir ao regime), assim como a campanha de intimidação contra a princesa Haya, que foi a sua sexta mulher.