A causa da morte de Sam Neill (78), que faleceu no passado dia 13 de julho em Sydney, na Austrália, foi finalmente revelada. O icónico protagonista de Parque Jurássico (1993) sucumbiu a uma pneumonia, que se revelou fatal devido ao estado de extrema fragilidade em que o seu sistema imunitário se encontrava.
A revelação foi feita pela sua amiga e colega de elenco no filme Hunt for the Wilderpeople, Rima Te Wiata. Em declarações ao jornal New Zealand Herald, a atriz lamentou o desfecho e confidenciou que o próprio Sam ficaria “irritado” por ter superado a doença oncológica para depois ser vencido por uma pneumonia. “Acho que ele diria: ‘Pelo amor de Deus, superei o cancro. E agora olhem, apanho pneumonia. O que se segue?‘”, partilhou.
Também a jornalista australiana Laura Tingle, ex-companheira do ator entre 2018 e 2021, confirmou à ABC Radio Sydney que o corpo de Sam estava “exaurido” após anos de tratamentos intensivos. Embora a quimioterapia e a imunoterapia tivessem eliminado com sucesso o cancro no sangue que o afetava, deixaram-no totalmente desprotegido contra outras infeções.
O ator tinha sido diagnosticado com um linfoma de células T angioimunoblástico em 2022, tendo anunciado publicamente que estava livre da doença em abril de 2026. Em comunicado oficial partilhado nas redes sociais, a família confirmou que a partida foi repentina e inesperada, mas realçou o facto de o artista ter partido sem a doença ativa e rodeado de amor no St Vincent’s Private Hospital.
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Em 2023, numa entrevista sincera ao The Guardian, Sam Neill já tinha abordado a sua própria mortalidade de forma pragmática, revelando o desejo de ver os netos crescerem. “Não tenho medo de morrer, mas isso iria irritar-me”. Gostaria de ter mais uma ou duas décadas. Construímos estes terraços fantásticos, temos estas oliveiras e ciprestes, e eu queria estar cá para ver tudo crescer“, confessou na altura.