Oito meses depois de ter sido anunciado o fim do casamento de 27 anos de Melinda e Bill Gates, a bilionária filantrópica acedeu a dar a primeira entrevista em que abordou este tema tão delicado. “Cheguei a deitar-me no chão lavada em lágrimas a pensar como é que aquilo me estava a acontecer, como é que me conseguiria reerguer e seguir em frente. Claro que senti muita raiva, mas isso faz parte do processo de luto. Estamos de luto porque perdemos algo que achávamos que tínhamos para toda a vida. Isto é doloroso”, admitiu Melinda, de 57 anos, que é mãe de Jennifer, de 25, Rory, de 22, e Phoebe, de 19. Enquanto tenta ultrapassar esse período de luto, a empresária mostra-se disposta a seguir em frente com a sua vida, tal como deixou claro na conversa que teve com Gayle King para o programa CBS Mornings.
“Entrei neste processo de cura e sinto que estou a virar uma página da minha vida, a entrar num novo capítulo. Estamos em 2022 e estou, na verdade, muito entusiasmada com o que ainda está por vir, com o que a vida me reserva.” Nesta entrevista, a engenheira informática, referida como uma das mulheres mais poderosas do mundo pela revista Forbes, garante que o fim do seu casamento não se deveu a uma situação em particular, mas a um conjunto de acontecimentos que conduziu a um desgaste da relação e à sua perda de confiança. ”Não era saudável, não podia confiar no que tinha”, disse Melinda, assegurando, no entanto, “acreditar no perdão”, quando abordada acerca da relação extraconjugal que Bill Gates admitiu ter mantido, durante seis anos, com uma engenheira da Microsoft.
Com o processo de divórcio assinado – partilharam uma fortuna estimada em 120 mil milhões de euros –, os dois continuaram a trabalhar juntos na Fundação Bill e Melinda Gates, que já doou milhares de milhões de dólares, sendo considerada a maior organização mundial de beneficência. Através do seu projeto Giving Pledge, que incentiva os bilionários a partilhar as suas fortunas, Melinda comprometeu-se a doar “a maioria dos recursos” que acumulou na vida e a “dedicar o meu tempo, energia e esforços a trabalhar para combater a pobreza e melhorar a igualdade”.