
Foto Ana Luísa Alvim | CML
Ao final da sua quarta Jornada Mundial da Juventude – Rio de Janeiro, no Brasil, em 2013; Cracóvia, na Polónia, em 2016, e Cidade do Panamá, no Panamá, em 2019 – o Santo Padre não tem dúvidas do enorme sucesso da edição portuguesa. E, de regresso a Roma, o Papa Francisco confessa: “Esta foi a JMJ mais bem preparada que vi”.

Foto Ana Luísa Alvim | CML
Numa conversa com os jornalistas no avião da TAP Gonçalo Velho Cabral, que o levou ontem ao fim da tarde de volta a casa, no Vaticano, o Papa mostrou-se impressionado com o número – 1,5 milhões – de fiéis que assistiram à Santa Missa, no Parque Tejo: “É impressionante!” E que a missa foi “belísisma”
Nesta conversa, o Santo Padre revelou ainda um dos momentos mais marcantes e difíceis desta JMJ: o encontro com as vítimas de abuso sexual na Igreja: “Falar com pessoas abusadas é uma experiência muito dolorosa, que também me faz bem, não porque me dê gozo escutar, mas porque me ajuda a assumir a responsabilidade desse drama”, admitiu, acrescentado ainda que é um crime “grave, muito grave” e para o qual é preciso “tolerância zero”.
O Papa Francisco deixou ainda uma palavra de elogio aos jovens, depois do último encontro com os voluntáriios ontem à tarde, no Passeio Marítimo de Algés: “Os jovens são uma surpresa, são jovens (…), mas procuram olhar em frente e eles são o futuro. A questão é acompanhá-los, o problema é saber acompanhá-los e que não cortem as raízes. Por isso, insisto tanto no diálogo entre velhos e jovens, os avós com os netos”, afirmou.
A próxima Jornada Mundial da Juventude está marcada para 2027, na Coreia do Sul.