
Numa nova fase da sua vida, desde que ficou com a tutela das sobrinhas, Bruna, de 13 anos, e Bianca, de 10, Sofia Ribeiro assume que educar é um enorme desafio, mas que o amor suplanta todas as dificuldades.
Neste início de ano, as suas energias foram renovadas numas férias em família no Brasil, de onde chegou recentemente e aproveitou também para se preparar para os próximos projetos profissionais, depois de ter sido protagonista da novela Senhora do Mar e concorrente em Hell’s Kitchen Famosos, da SIC.
– Há quem diga que ano novo, vida nova. É assim que encara a entrada num novo ciclo?
Sofia Ribeiro – A vida é a mesma, mas esperam-se coisas novas e outras que não são novas, mas que serão com certeza revisitadas, revividas, renovadas. Terei muitas coisas boas, nomeadamente no trabalho.
– Tem objetivos estabelecidos para os próximos tempos?
– Tenho vários, mas o meu maior objetivo é tentar tornar a vida mais leve, que a correria dos dias não contamine a minha energia, o que é difícil, pois, tal como toda a gente, tenho dias de stresse, corro de um lado para o outro. Quero desgastar-me menos.
– Acabou de chegar do Brasil. Como foram as férias com as suas sobrinhas?
– Maravilhosas. Foi a primeira viagem grande que fizemos juntas e elas amaram. Era um país que já queriam muito conhecer e que está no meu coração. Fiz-lhes, então, esta surpresa. Foi um presente de Natal e ficaram muito felizes. Divertiram-se tanto que choraram quando chegou a hora de voltar. Só me diziam: “Tia, este é o lugar mais favorito onde estivemos”.

– E a Sofia como passou estes dias?
– Para mim, foram dias de descanso, de banhos de sol e de mar, brincar, comer pão de queijo e beber água de coco, fazer exercício, meditar, dançar. Estava a precisar de parar e passar tempo de qualidade com as meninas, viver a vida, que não é só trabalho. Voltámos renovadas, com uma energia feliz e leve, depois de um ano de mudanças e adaptação para todas.
– É tia no papel de mãe. Presumo que não seja fácil?
– Não é. Quem disser que é fácil está a mentir ou não tem crianças. Cuidar é extremamente difícil. A meu ver, educar um ser humano para a vida é mesmo o maior desafio que podemos ter. Todos os dias há questões, coisas novas que surgem e não sabemos se estamos a fazer as escolhas certas, mas o que me guia é sempre o que me moveu desde o início, quando tomei esta decisão: o coração e o amor que tenho por elas. De resto, não há uma fórmula, portanto, vou fazendo conforme estou a sentir, com esperança de que esteja a fazer o melhor e acho que sim. Mas o que este meu papel tem de desafiador tem também de encantador e apaixonante. É muito bom ver os passos que damos juntas. Somos as três muito companheiras e acredito que as coisas acontecem quando têm de acontecer.
– Acredita no destino, portanto?
– Acredito no destino. Sinto que há fatores que nos transcendem, que as coisas acontecem na nossa vida como têm de acontecer. Em momentos mais difíceis, não entendemos o porquê de determinadas coisas, no entanto, mais à frente, percebemos a razão. Precisávamos de subir um degrau a que ainda não tínhamos chegado.