
A viver um momento de grande realização e muito trabalho na sua carreira, Sara Matos tem dois novos desafios em simultâneo. Na mesma semana, a atriz começou as filmagens de uma nova série de época (a 12 de maio), ao mesmo tempo que entrou em fase de ensaios gerais para protagonizar a peça Suggia – Concerto para Dois Violoncelos, no Auditório Carlos Avilez – Academia de Artes do Estoril, sobre a vida e obra da violoncelista portuguesa Guilhermina Suggia, que está em cena de 16 de maio e 8 de junho. “Numa semana foram duas estreias. Durante três semanas vou estar a fazer as duas coisas em simultâneo. É um esforço que vale a pena. Nunca me tinha acontecido ter a oportunidade de fazer, ao mesmo tempo, duas mulheres tão fortes. Tive de aceitar por serem dois projetos tão aliciantes e diferentes de tudo o que já fiz”, afirma à CARAS a artista, que esteve na última edição dos Prémios Sophia, onde subiu a palco para entregar o galardão para Melhor Ator Secundário a João Arrais, pelo seu desempenho no filme Revolução (sem) Sangue.
A par dos novos projetos profissionais que tem em mãos, Sara Matos terá ainda um ano preenchido e marcado por várias estreias. A atriz integra o elenco do filme Pátio da Saudade, que estreia em agosto nos cinemas nacionais, e da minissérie Vitória para a RTP e plataforma de streaming MAX, ambos com realização de Leonel Vieira. “Gostava que as pessoas fossem mais ao cinema. Percebo que seja mais desafiante, no sentido em que hoje temos um maior leque de escolhas, mas, sem dúvida, é sempre diferente assistir a um filme numa sala de cinema. Falo por mim, que considero quase uma viagem no tempo e era dos momentos mais especiais que tinha com o meu pai [Paulo Matos] e com o meu irmão [Afonso Alves Matos]. Era das coisas que mais fazíamos”, revela a estrela.

Se os desafios e as personagens têm enorme importância para Sara, os colegas de quem se rodeia são o que torna os projetos ainda mais especiais. “Nunca tive nada a dizer sobre qualquer pessoa com a qual trabalhei, sempre tive muita sorte nesse sentido, mas sem dúvida que, há medida que o tempo passa (e como tudo na vida), acabamos por perceber que, mais do que as personagens, a melhor parte do nosso trabalho são as pessoas com as quais trabalhamos. Tenho mais maturidade e sinto que não há nada mais importante do que isso.”
Com um vestido Tom Ford e já com o cabelo mais escuro, para a nova personagem que vai interpretar na série de época, Sara Matos esbanjou sensualidade e elegância na 14.ª edição dos prémios da Academia Portuguesa de Cinema, no Casino Estoril, que distingue o que de melhor se fez no cinema nacional no último ano. “Inevitavelmente, qualquer ator pensa nos prémios. Não em termos de performance individual, mas pelo resultado do processo vivido entre colegas. Isso é o mais importante”, conclui Sara.