O nome de Maria Kovalchuk (22) voltou a ganhar destaque na imprensa europeia nos últimos meses, cerca de um ano depois do episódio que desencadeou especulações internacionais sobre os bastidores do luxo extremo no Dubai. Desta vez, porém, o interesse em torno da modelo ucraniana surge associado a uma nova fase da sua vida: Maria procura reconstruir-se discretamente enquanto continua a recuperar das graves lesões sofridas em Março de 2025.
Nos últimos meses, a jovem tem surgido em publicações mais reservadas, nas quais partilha parte do processo de reabilitação física e alguns momentos em família. Em paralelo, começou também a investir numa possível nova carreira ligada ao sector da beleza. Recentemente, criou um segundo perfil nas redes sociais dedicado a cursos de maquilhagem, onde divulga conteúdos de “self-makeup” e aulas dirigidas a mulheres interessadas em aprender técnicas profissionais em casa.
Anteriormente associada ao universo das festas privadas, hotéis de luxo e viagens internacionais, Maria parece agora concentrada num recomeço mais discreto, centrado na recuperação física e emocional após vários meses de tratamento intensivo.
Apesar desta nova etapa, o caso continua envolto em curiosidade internacional. O interesse voltou a intensificar-se depois de vários órgãos de comunicação europeus revisitarem a história da modelo, impulsionados pelas recentes aparições públicas e pela repercussão das entrevistas concedidas por Maria meses após o episódio.

Entrevista marcou ponto de viragem
Meses depois do sucedido, Maria decidiu falar publicamente pela primeira vez. Numa entrevista concedida à jornalista russa Ksenia Sobchak (44), a modelo revelou alguns fragmentos do que diz recordar daquela noite. Segundo o seu testemunho, tudo começou depois de conhecer um grupo de jovens que se ofereceu para a ajudar após ter perdido o voo.
Os jovens — alegadamente ligados à elite russa e a empresários da região de Donetsk — terão impedido a sua fuga ao partir garrafas no chão enquanto se encontrava descalça, além de lhe terem confiscado o passaporte. Maria afirma ainda ter sido pressionada a manter relações sexuais e que, perante a recusa, o comportamento dos envolvidos se tornou progressivamente mais agressivo.
Na tentativa de escapar, procurou refúgio num edifício em construção, mas acabou novamente localizada. Segundo o relato da modelo, foi agredida e atirada de uma grande altura. Pouco depois, foi encontrada gravemente ferida à beira de uma estrada, tendo permanecido internada durante vários dias em estado crítico.
As declarações reacenderam o debate em torno do caso e voltaram a colocar o nome da jovem entre os temas mais discutidos da imprensa internacional. Ao mesmo tempo, a entrevista alterou a perceção pública sobre a modelo: o foco deixou de estar apenas no mistério em torno da noite do desaparecimento e passou também para o longo processo de recuperação física e emocional que enfrenta desde então.

O caso
Na altura do desaparecimento, Maria mobilizou amigos, familiares e autoridades locais depois de deixar de responder a mensagens pouco antes de uma viagem para a Tailândia. Dias mais tarde, foi encontrada em estado crítico, com múltiplas fracturas e incapaz de falar.
Inicialmente, a polícia do Dubai afirmou que a jovem teria entrado sozinha numa zona de construção interditada, acabando por cair de uma grande altura. A versão foi, no entanto, rapidamente contestada por familiares e por parte da imprensa internacional.
Com a ampla repercussão do caso, surgiram especulações que associavam o episódio ao universo das chamadas festas privadas frequentadas por milionários estrangeiros nos Emirados Árabes Unidos. Ainda assim, muitas das informações divulgadas ao longo dos meses nunca chegaram a ser oficialmente confirmadas pelas autoridades locais.
Após meses de recuperação, Maria tenta agora iniciar uma nova etapa, afastada da exposição extrema que transformou a sua história num dos episódios mais mediáticos ligados ao universo do luxo no Dubai nos últimos anos.
Ver essa foto no Instagram