Antes de se tornar uma das figuras mais mediáticas e controversas da política portuguesa, André Ventura (43) teve um caminho bem diferente em mente — e longe dos palcos da Assembleia da República. Ainda jovem, o líder do Chega ponderou dedicar a sua vida à fé e chegou mesmo a ingressar num seminário. No entanto, um motivo inesperado acabaria por mudar tudo.
O próprio recordou essa fase numa entrevista, onde admitiu que a decisão de abandonar o seminário não teve que ver com dúvidas religiosas, mas sim com algo mais terreno. “Apaixonei-me”, confessou, explicando que a atração por mulheres se tornou incompatível com a vida sacerdotal.
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Uma escolha entre vocação e sentimento
Ventura revelou que, apesar de não ter crescido numa família profundamente religiosa, desenvolveu mais tarde uma forte ligação à fé, o que o levou a considerar seriamente o sacerdócio. Chegou a frequentar o seminário de Penafirme, em Lisboa, acreditando que poderia seguir esse caminho.
Contudo, rapidamente percebeu que os seus sentimentos não estavam alinhados com as exigências da Igreja. “Vi que essa paixão estava a acontecer repetidamente” — explicou — reconhecendo que não conseguiria manter o compromisso de celibato necessário para ser padre.
A decisão, embora pessoal, continua a gerar reações distintas. Para alguns, trata-se de uma escolha natural e honesta; para outros, levanta questões sobre o contraste entre o passado e o presente de uma das figuras mais polarizadoras do panorama político nacional.
Depois de abandonar o seminário, André Ventura seguiu outro rumo. Formou-se em Direito, passou pela televisão como comentador desportivo e, mais tarde, entrou na política, onde viria a fundar o Chega em 2019.
Na vida pessoal, acabaria por encontrar estabilidade ao lado de Dina Ventura (42), com quem está casado há vários anos. Ainda assim, este episódio do passado continua a despertar curiosidade — sobretudo por revelar um lado menos conhecido do político.
Entre a fé e a paixão, a escolha acabou por definir não só o seu percurso pessoal, mas também o caminho que o levaria ao centro da vida pública portuguesa.
