Na manhã desta segunda-feira, 15 de junho, o Tribunal de Torres Vedras condenou o ator Nuno Homem de Sá (64) a três anos de prisão, com pena suspensa na sua execução, pelo crime de violência doméstica. No momento da leitura do acórdão, o tribunal deixou uma mensagem clara: “O tribunal espera que esta decisão surta efeito e que o senhor não volte a atuar assim com esta ou com outras pessoas”.
O ator estava acusado de três crimes distintos: violência doméstica, violação de domicílio e perturbação da vida privada, todos alegadamente perpetrados contra a sua ex-namorada, Frederica Lima (36). Contudo, a única acusação que culminou em condenação foi a de violência doméstica, encerrando assim um longo e mediático processo judicial que se arrastou ao longo dos últimos meses.
Para além da pena de prisão suspensa, Nuno Homem de Sá ficou obrigado a pagar uma indemnização no valor de três mil euros à vítima, que o Tribunal de Torres Vedras reconheceu ter sido alvo de maus-tratos físicos e psicológicos durante cerca de dois anos de relacionamento. O ator ficará ainda sujeito à frequência obrigatória de programas de autocontrolo e de gestão de relações de intimidade, ao uso de pulseira de afastamento durante seis meses, e está expressamente proibido de contactar Frederica Lima durante todo esse período.
À saída do tribunal, Nuno Homem de Sá manteve a posição que tem defendido desde o início do processo e insistiu na sua inocência, classificando a decisão judicial como uma “palhaçada” e garantindo que irá recorrer da sentença.

Caso arrasta-se desde janeiro de 2024
Recorde-se que em janeiro de 2024, o ator foi confrontado publicamente com o processo por violência doméstica pela primeira vez. Na altura, em declarações à revista TV7Dias, o próprio Nuno descreveu um episódio de descontrolo ocorrido na sua residência: “A GNR veio cá a casa porque eu parti uma mesinha ou uma coisinha qualquer”.
Porém, uma fonte próxima de Frederica Lima — que havia colocado um ponto final na relação com o ator em maio de 2023 — contradisse a versão apresentada, afirmando que o episódio não decorreu da forma descrita e que o que foi partido naquela ocasião estava longe de ser apenas uma simples “mesinha”.
Agora, ao fim do julgamento, Frederica abriu o coração partilhou um emotivo desabafo em suas redes sociais: “Não há Justiça nem há pena que alguma vez devolva os anos de tortura a que uma vítima está sujeita”.
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