O apito final no estádio de Dallas, que ditou a derrota de Portugal por 1-0 frente à Espanha, marcou também o ponto final na trajetória de Cristiano Ronaldo (41) em Campeonatos do Mundo. O golo tardio de Mikel Merino (30) selou a eliminação da equipa das quinas nos oitavos de final, deixando o capitão visivelmente emocionado no relvado.
Na zona mista, sem esconder a tristeza, Ronaldo foi direto ao confirmar o que muitos temiam: “A verdade é que foi o meu último Mundial”. Aos 41 anos, o jogador que marcou a história do futebol mundial fecha um ciclo que começou em 2006, tendo participado em seis edições consecutivas da prova, um feito notável que reforça a sua longevidade.
Sobre o futuro, o camisola 7 preferiu não tomar decisões imediatas. “Terei tempo para pensar, estar com a minha família, não decidir as coisas de cabeça quente, e continuar com a vida”, afirmou.
Um legado de três títulos
Questionado sobre a sua trajetória ao serviço de Portugal, Ronaldo recordou o impacto da sua geração na história do país. “Eu dei o melhor de mim, ganhei três títulos por Portugal. Antes do Cristiano, Portugal não tinha nenhum título, e estou feliz”, sublinhou. O capitão destacou a conquista do Euro 2016 como o momento de maior dimensão, comparável a um Mundial.
Ao longo de 233 jogos pela seleção nacional, Ronaldo deixa a marca de 146 golos, sendo o maior artilheiro da história de Portugal. Neste Mundial, ainda somou três golos — dois frente ao Uzbequistão e um contra a Croácia — e manteve a sua marca de ter marcado em todas as edições em que participou.

Uma despedida isolada
Naquela que foi a sua última partida no torneio, o capitão esteve em campo durante os 90 minutos. Apesar da entrega total, Ronaldo acabou por ficar isolado perante uma equipa que revelou dificuldades em assumir o jogo e criar oportunidades claras de golo. Mesmo com duas intervenções decisivas do guarda-redes espanhol Unai Simón (29) a impedir o golo do português, o destino de Portugal ficou traçado nos minutos finais.
Cristiano Ronaldo deixa o palco mundial com a “consciência tranquila” de quem tudo deu, encerrando um dos capítulos mais brilhantes da história do futebol luso.
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