As autoridades do Panamá estão a investigar a morte de Marie Claire González (39) como um possível suicídio. A influenciadora digital, escritora, conferencista e fundadora da Executive Lab faleceu aos 39 anos, tendo a notícia do seu óbito sido avançada pela publicação People en Español na passada segunda-feira, dia 13 de julho. Até ao momento, a causa oficial da morte ainda não foi confirmada, uma vez que o relatório pericial forense não foi divulgado.
Horas antes de se saber do seu falecimento, uma mensagem programada foi publicada de forma automática nas redes sociais de Marie Claire González, ganhando um doloroso sentido para os seus milhares de seguidores. De acordo com meios de comunicação como o Panamá América, Milenio e MiDiario.com, o texto que foi registado por vários internautas antes de ser apagado continha um pedido de desculpas dirigido, em especial, aos seus dois filhos: “Não me chamem forte. Não me admirem. Não me chamem sobrevivente, porque falhei convosco, falhei com os meus filhos por não poder ter sido mais forte para eles. Perdoem-me”.
A trágica notícia chocou profundamente o Panamá e a América Central, onde Marie Claire era uma figura de enorme prestígio. Reconhecida pelo seu trabalho na promoção do empreendedorismo feminino, o seu percurso valeu-lhe a inclusão na lista de mulheres influentes da Forbes e uma homenagem da TVN Panamá no segmento Gente que Inspira, devido aos seus contributos para a inovação, negócios e saúde mental.
Nas últimas semanas, a empresária tinha transformado as suas plataformas digitais num espaço ativo de alerta sobre as sequelas do abuso doméstico. No dia 28 de junho, publicou uma fotografia com hematomas visíveis no rosto, acompanhada pela legenda “‘Tamos vivos” (ou “Estamos vivos”, conforme registado por algumas publicações). Dias depois, a 1 de julho, partilhou um novo alerta para ajudar outras potenciais vítimas de violência física e psicológica: “Aprende a reconhecer os sinais do abuso e do maltrato psicológico. Fala. Busca ajuda (…) não estás louca como te fizeram crer, nem estás a exagerar”.
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Enquanto o público aguarda por esclarecimentos oficiais, as redes sociais continuam a ser inundadas por mensagens de carinho, dor e profunda admiração por parte de colegas e seguidores, que recordam a sua valia profissional e qualidade humana.