O mundo da música está de luto. Peppino di Capri (1939-2026), o cantor e compositor que deu voz a hinos intemporais como “Champagne” e “Roberta”, morreu este sábado, dia 11 de julho, aos 86 anos. A notícia foi confirmada pela família à agência de notícias italiana Ansa. Embora a causa oficial do óbito não tenha sido revelada, o artista encontrava-se afastado da vida pública devido a doença.
Nas redes sociais, a despedida foi feita de forma sóbria e emocionante. Na conta oficial de Instagram do artista, foi publicada uma fotografia de Peppino acompanhada apenas pela legenda “Ciao”. O artista, cujo nome de batismo era Giuseppe Faiella, completaria 87 anos no próximo dia 27 de julho.
O funeral realizar-se-á este domingo, às 17h00 locais, na Igreja de Santo Stefano, situada junto à emblemática Piazzetta de Capri, um cenário que Peppino tanto amou e que ajudou a projetar mundialmente através da sua música.
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Seis décadas de história e o encontro com os Beatles
Nascido em Capri em 1939, Peppino di Capri foi um prodígio desde tenra idade. Aos quatro anos já encantava os soldados americanos na ilha com o seu piano. O sucesso nacional chegou em 1958 com o tema “Malatia“, mas seria nas décadas de 60 e 70 que se tornaria uma lenda viva.
A sua carreira é um mosaico de sucessos: misturou o rock e o twist — popularizando êxitos como “St. Tropez Twist” — com a tradição napolitana, criando um som inconfundível. No seu vasto currículo, destaca-se o momento em que, em 1965, dividiu o palco com os Beatles durante a histórica digressão da banda britânica em Itália.
Foi também uma figura incontornável do Festival de Sanremo, onde marcou presença por 15 vezes, vencendo em 1973 com “Un Grande Amore e Niente Più” e em 1976 com “Non Lo Faccia Più”. Em 2023, foi distinguido com o Prémio de Carreira no mesmo festival, numa celebração tardia, mas justa, por mais de 60 anos dedicados à música.
Um legado familiar e cinematográfico
Para além da música, a vida de Peppino foi eternizada recentemente com a cinebiografia Champagne (2025). O artista deixa três filhos, Arrigo, Edoardo e Dario, que veem agora o pai partir, mas que perpetuarão o nome de um dos maiores nomes da música italiana de todos os tempos. A sua última aparição em palco, há cerca de um ano, ficará guardada na memória como um tributo final à sua paixão de uma vida: a música.