Uma das grandes figuras da Copa do Mundo de 2026 foi Marc Cucurella (28). O lateral-esquerdo da seleção espanhola, que se sagrou campeão do torneio, destacou-se não apenas pelo desempenho irrepreensível dentro das quatro linhas, mas também pelo seu aspeto inconfundível. A cabeleira longa e encaracolada permite a qualquer um reconhecê-lo à distância, contudo, esse traço está longe de ser um mero capricho estético — esconde, na verdade, uma emocionante homenagem familiar, tal como a sua célebre comemoração a imitar um pinguim.
Cucurella assinou um Mundial irrepreensível, culminado com uma exibição de gala na grande final. O lateral somou 750 minutos em campo — a maior marca entre os jogadores de campo em toda a competição —, fez duas assistências e revelou-se uma peça fundamental na organização defensiva da La Roja. No entanto, além do futebol praticado, o seu cabelo voltou a ser tema de conversa e a gerar inúmeros memes. O que poucos sabem é o motivo profundo por trás desta imagem de marca.

A forma de o filho Mateo o identificar em campo
O futebolista é pai de três crianças: Mateo (7), Río (3), e Bella (2). O filho mais velho foi diagnosticado em tenra idade com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) de nível 1 de suporte. Quando ainda jogava na formação, Cucurella deixava crescer o cabelo para que os seus pais o conseguissem identificar facilmente a partir da bancada. Com o tempo, essa característica ganhou uma dimensão ainda mais especial: tornou-se a forma principal de Mateo o reconhecer no relvado em meio a tantos jogadores. Pela mesma razão, a festejada em que imita um pinguim é mais um gesto pensado para conectar o pai ao primogénito durante os jogos.
A exigência inegociável para a transferência para o Real Madrid
Esta forte ligação familiar moldou inclusivamente o futuro da sua carreira. Após deixar o Chelsea, o internacional espanhol comprometeu-se com o Real Madrid, mas a mudança para a capital espanhola esteve condicionada a uma exigência estrita relacionada com Mateo.
Cucurella deixou claro que só aceitaria assinar pelos merengues se encontrasse em Madrid uma escola com as condições ideais para acolher e integrar o seu filho. Caso contrário, nada o faria deixar a Inglaterra. Garantida a instituição de ensino adequada, o lateral pôde finalmente rumar a Madrid com a família tranquila e o dever cumprido.
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