Fernanda Torres na sua chegada à passadeira vermelha da 97.ª gala dos Óscares. Foto: Lusa
Era uma das estrelas mais aguardadas da noite. Fernanda Torres captou todas as atenções na passadeira vermelha dos Óscares. A atriz brasileira, que concorre ao prémio de Melhor Atriz pelo seu desempenho no filme Ainda Estou Aqui, elegeu um elegante e brilhante vestido preto de alta costura, com assinatura Chanel.
A peça em renda preta com detalhes florais pertence à atual coleção da maison francesa. O styling é de António Frajado.
Fernanda Torres escolhe um vestido no mesmo tom que a sua mãe, a consagrada atriz Fernanda Montenegro, usou há 26 anos, quando foi nomeada na mesma categoria.
Veja os vídeos do desfile na passadeira vermelha e os preparativos de Fernanda Torres para a cerimónia dos Óscares.
A elegância e o glamour regressaram à célebre passadeira vermelha de acesso ao Dolby Theatre, em Los Angeles, onde decorreu a 97.ª edição de entrega dos Óscares, prémios, entregues pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. Na red carpet as atenções voltaram-se não só para os candidatos às estatuetas como para as estrelas que desfilaram o seu melhor visual de gala. Houve espaço para os clássicos vestidos pretos, mas também para modelos metalizados, coloridos e outros bem mais arrojados.
Veja (em cima) a galeria com alguns dos visuais que desfilaram na passadeira vermelha da 97.ª edição dos Óscares.
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Harrison Ford iria entregar um prémio nos Óscares | Foto: LUSA
Após anunciados todos os convidados que subiriam a palco para entregar um dos Óscares da noite, Harrison Ford cancelou a sua presença na 97.ª gala dos célebres prémios de cinema de Hollywood.
Um dos representantes do ator, de 82 anos, informou a revista People que a estrela da 7.ª Arte não iria comparecer por um problema de saúde, alegadamente por ter desenvolvido herpes zoster.
De acordo com o site do Sistema Nacional de Saúde, a doença é habitualmente “conhecida por zona, uma doença transmissível provocada pela reativação do vírus da varicela”, provocando erupções cutâneas.
Harrison Ford foi diagnosticado com zona | Foto: LUSA
Harrison Ford esteve recentemente nos SAG Awards 2025, a 23 de fevereiro, mas sem a companhia da mulher, a atriz Calista Flockhart, que não compareceu à cerimónia por questões profissionais.
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Foi em julho de 2023 que Catarina Furtado e João Reis anunciaram publicamente a sua separação. Mas a apresentadora poderá estar a viver um novo romance. Após confidenciar no programa de Tânia Ribas de Oliveira que tem “um amor”, opta por não alimentar o assunto. Em conversa com a CARAS, adianta: “Não há nada para esclarecer. O meu coração bate. Estou viva.”
Foto: José Oliveira
Catarina Furtado foi uma vez mais distinguida na cerimónia anual do Prémio Cinco Estrelas, onde tornou a receber o troféu na categoria Solidariedade, pelo seu trabalho de 25 anos como embaixadora da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População e 13 anos no papel de presidente da Associação Corações com Coroa (que conta atualmente com 49 bolseiras). “Nos tempos que correm, um prémio de solidariedade significa estar atento aos retrocessos, não encolher os ombros e não dizer que não tem nada a ver connosco. Tem, sim! Há direitos que estão em causa, há uma indiferença geral, valores a perderem-se. A liberdade, que é o nosso maior valor, está a ser posta em causa. Até ao final da minha vida, aquilo que posso garantir é que nunca baixarei os braços”, afirma a apresentadora da estação pública, de 52 anos. Todos os dias encontra na família o seu porto seguro: “Os meus filhos são o mais importante da minha vida, aliado à prática diária de estar atenta aos outros. Apesar de tudo o que é tão triste, a solidariedade faz-me bem.”
Foto: José Oliveira
Conciliando a notoriedade pública à defesa das suas convicções sociais, Catarina Furtado acredita que há ainda muito por fazer e batalhar: “Estou assustada com o futuro, mas isso não me paralisa. Estou mais aguerrida. Sei que é possível fazer mais e melhor e não podemos achar que certas coisas só acontecem lá fora.”
Joana Dornellas “pinta com a mão esquerda e isso nota-se! Flores, riscas, mesas e imperfeições”, diz a artista.
Como é o seu processo criativo? As minhas pinturas nascem da necessidade de fazer coisas com as mãos e de uma enorme vontade de explorar. É uma combinação entre curiosidade e a constante certeza de que não vai sair perfeito. No final, acaba por sair muito melhor do que eu estava à espera e isso vai-me mantendo motivada. Cada pintura é um exercício de aceitação: sei que não vai sair perfeito, mas quanto mais pinto, mais contente fico com o “torto” que sai.
O que nasce primeiro: a ideia ou a pintura? A ideia. A curiosidade leva-me a experimentar um tema e, a partir daí, a pintura ganha forma. Normalmente, o resultado surpreende-me. Mas quando não resulta, viro o papel ao contrário e torna-se folha de rascunho.
Que mensagem e símbolos são recorrentes nos seus trabalhos? A mensagem central do meu trabalho é a celebração da imperfeição. Pinto flores tortas, mesas caóticas e uso cores vivas que refletem o prazer de não nos levarmos demasiado a sério. A última exposição que fiz chamava-se “Nada disto é muito sério” e isso é uma coisa que quero manter sempre. Estou a pensar que a próxima mostra se deveria chamar: “Isto é o melhor que eu consigo”. Acho que põe as pessoas no estado de espírito certo. Quanto a símbolos, surgem muitas vezes flores, cafeteiras e bules – tudo coisas boas que me fazem sorrir.
Sábado à Tarde, peça única, com 30x40cm, em apaixonarte.com.
Quais as cores que mais utiliza? Uso sempre cores muito vivas, com destaque para o cor-de-rosa e encarnado. São tons alegres, descontraídos e que não se levam a sério, tal como quero que as minhas pinturas sejam.
De onde vem a inspiração? A minha inspiração vem muito da vida quotidiana: das flores que vejo na rua, das mesas cheias de objetos, do caos que me rodeia. Também me inspiro no processo em si, no “e se?”, e na vontade de explorar sem medo do erro. Além disso, sigo alguns artistas que me têm inspirado muito a largar as exigências. Emily Powell, Sandi Hester e Graça Paz são grandes referências de cores, formas e descontração.
Tem trabalhos seus em casa? Sim. O meu marido, de vez em quando, pede para ficar com um ou outro, por isso vão se espalhando pela casa. Às vezes, deixo um quadro pendurado durante um ou dois dias, depois troco e penduro outro. Gosto dessa rotatividade.
Mesa Rosa para a exposição “Nada disto é muito sério” apresentada na Pura Cal.
O que gostaria de ter feito e ainda não fez? Até agora, fiz muitas coisas que nunca imaginei querer fazer. No que toca às minhas pinturas, nunca tive grandes planos. Desde o início, decidi dizer “sim” a todos os desafios e ideias que aparecessem, o que já me proporcionou experiências muito diferentes e inesperadas. Por isso, diria que, tal como as minhas pinturas, o que acontece na minha vida – seja uma exposição, parceria ou entrevista – acaba por ser sempre uma surpresa. Gosto de ir fazendo as coisas naturalmente, sem grandes planos.
O que se segue? O final de 2024 foi muito intenso, cheio de eventos e parcerias. Por isso, quero começar 2025 com calma e sem pressas. Gostava de fazer um retiro criativo: passar uns bons dias no campo, rodeada de tintas, papéis e silêncio, a pintar sem qualquer preocupação ou distração.
Foi um ano de sofrimento, pelo qual nenhum pai deseja passar e somente nos últimos meses Pedro Chagas Freitas deixou de ter o coração em sobressalto. O filho, Benjamim, de 7 anos, está a recuperar de um transplante ao fígado, na sequência de uma doença rara que o levou a ser internado por diversas vezes no Hospital Pediátrico de Coimbra. Foi na cerimónia do Prémio Cinco Estrelas, onde foi um dos distinguidos, que o escritor falou à CARAS sobre a recuperação do filho e esta nova fase para toda a família.
– Como está o Benjamim a reagir ao transplante?
Pedro Chagas Freitas – Está a melhorar, cada vez mais normal. Estamos ainda a evitar o contacto dele com outras crianças, sobretudo por questões virais. Ele está feliz e a aproveitar cada dia. Tínhamos muita saudade desta normalidade. Estamos a aproveitar a nossa casa de uma forma que nunca tínhamos conseguido e à espera que continue assim.
– Para um pai, é como voltar a viver?
– É como nascer outra vez, vejo como um renascimento. Aliás, vamos começar a celebrar a data do transplante do Benjamin [22 de junho] como se fosse outro aniversário.
– Foi igualmente muito difícil para a sua mulher [Bárbara Teixeira]. Como fica um casal após uma situação como esta?
– Não há teste mais duro. Hoje temos um amor diferente, que vem de outro sítio. Sinto-me orgulhoso e espero que ela sinta o mesmo por mim. Em todo o processo, ela ensinou-me muito. Houve muitas vezes um diálogo tácito entre nós, porque não queríamos estar a falar em frente do Benjamim. Tínhamos de sentir por olhares e gestos qual de nós precisava de mais força.
Foto: José Oliveira
– Cedeu os direitos do seu último livro, O Rei Tigão, à Unidade de Hepatologia e Transplantação Hepática Pediátrica de Coimbra.
– Sim. Perguntámos logo como poderíamos ajudar. Então, as receitas do livro vão para lá. No nosso caso, sentimos falta de coisas tão elementares como uma cama ou poltrona mais confortável. Pequenos pormenores que, apesar de estarmos num momento complicado, dão um conforto que pode fazer a diferença entre cairmos a pique ou aguentarmos mais um bocadinho.
– Dez anos depois do lançamento do livro Prometo Falhar continua a conquistar leitores. Qual o segredo?
– Foi sem querer [risos]. Na altura, havia outras possibilidades de livros e a editora disse: “É melhor lançarmos outro, porque esse não vai vender”. Mas eu e a Bárbara dissemos: “Revemo-nos mais neste. É este”.
– Após 40 livros editados,o que se segue?
– Um romance, não biográfico, relacionado com tudo o que aprendi no último ano. Passar meses num hospital é como viver num deserto, mas há que conseguir encontrar um oásis, por mais pequeno que ele seja.
Foi na apresentação da nova novela da TVI, A Protegida, na Casa de Desenho, em Lisboa, que Cristina Ferreira falou sobre o seu mais recente negócio, desta vez direcionado para a sexualidade feminina. “Está a superar todas as expectativas que tínhamos. Dá um trabalho imenso. Nesta fase inicial é pôr tudo dentro das linhas que queríamos, mas estou profundamente feliz com a reação, com todo o barulho que se fez, quando ainda não se sabia muito bem o que era. E agora também. A intenção é que se continue a fazer barulho. O barulho faz com que as pessoas acordem para determinados assuntos”, disse.
O objetivo da apresentadora, que fechou recentemente a sua revista, mas lançou logo este projeto, completamente direcionado para as mulheres, é continuar a apostar e inovar em propostas pessoais, ao mesmo tempo que continua a trabalhar em televisão. “Gosto genuinamente de começar novos projetos e acho que posso construir dois percursos em paralelo: um que é muito pessoal e ligado ao que gosto e entendo que seja a minha visão de comunicação e outro o meu projeto televisivo e da TVI, enquanto diretora, administradora e apresentadora. Os dois coexistem em paralelo. Um não vive sem o outro, porque a Cristina é a mesma”, sublinhou.
Foto: Luís Coelho
Na TVI, além de continuar nas manhãs do canal ao lado de Cláudio Ramos, tem estado a trabalhar numa série, Mulheres às Armas, que recebeu apoio do Instituto de Cinema e Audiovisual e cujo mote foi dado por ela. “Vem muito da minha vivência e da de muitos que tiveram famílias nas quais alguns elementos foram à guerra. Falamos muito de quem foi, de quem viveu e nunca falámos de quem ficou. O meu pai foi o único a combater na minha família e a minha avó vestiu-se de preto até ao dia em que ele regressou. De certa forma, essa é a história da minha família.”
Cristina Mesquita de Oliveira, fundadora e presidente da VIDAs – Associação Portuguesa de Menopausa e da Comunidade de Saúde em Menopausa Movimento Menopausa Divertida e autora da única obra em livro sobre menopausa, Descomplicar a Menopausa, alerta para o facto de faltarem “políticas públicas, formação médica e consciência social sobre a menopausa. E isso é inaceitável quando estamos a falar de quase 3 milhões de pessoas em Portugal”. Cristina defende a necessidade de uma abordagem integrada, que inclua terapêutica hormonal, mudanças no estilo de vida e, acima de tudo, educação sobre o tema: “O exercício físico é fundamental. Não só melhora a qualidade de vida como previne complicações associadas à menopausa, como problemas articulares e perda de massa muscular.” Para a especialista, a menopausa não é o fim de nada, mas, sim, o início de uma nova fase, onde informação e preparação são a base para viver melhor.
– Foi o seu caso pessoal que a despertou para esta realidade?
Cristina Mesquita de Oliveira – Fiz uma carreira na indústria farmacêutica de 34 anos e, a determinada altura, dei conta de que havia algumas coisas que não estavam a correr bem, tanto do ponto de vista pessoal como profissional, sem conseguir identificar o que é que se passava. E isto é o que se passa com as pessoas em geral. Não nos sentimos com a mesma funcionalidade e pensamos em tudo, menos que pode ser uma coisa hormonal.
– Toda a gente? Homens também?
– A menopausa acontece no corpo das mulheres, mas afeta toda a família. Se aquela mulher começa a ter distúrbios, alteração do humor repentina ou do padrão do sono, e não sabe porquê, claro que os filhos, os companheiros ou companheiras também vão sentir isso. Portanto, a menopausa é a vida a acontecer. Só que é uma parte da vida que ainda está por abrir, porque é o último dos tabus relacionado com a condição feminina.
– Somos preparadas para o início da atividade sexual, para o aparecimento da primeira menstruação, mas ninguém nos informa que, a determinada altura da nossa vida, que ninguém sabe exatamente quando é, entramos na menopausa.
– A idade média em que a menopausa acontece é aos 51 anos, que não se resume a afrontamentos. Os calores súbitos, diurnos e noturnos, normalmente levam à alteração do padrão do sono e também do humor. Mas antes de a síndrome vasomotora se começar a manifestar, há outros sintomas que se revelam antes.
Foto: Luís Coelho
– Os sintomas da menopausa estão todos identificados?
– Estão. No estudo que fiz para escrever o livro identifiquei 144. Um dos primeiros a ser referido nas consultas médicas é a alteração do padrão menstrual. Também há a questão das perdas de urina.
– Ou falhas de memória.
– Sim, e cansaço muito marcado, alteração da tensão arterial. A gravidez passa a ser de risco quando as mulheres começam, sem se aperceberem, a entrar na menopausa. Quando as alterações hormonais se somatizam é quando passam a dar sintomas. Por isso é que a gravidez passa a ser seguida com um protocolo muito mais rigoroso a partir daí.
– Falamos nas questões relacionadas com as mulheres, mas os homens também padecem com isto?
– Numa família comum, que será homem, mulher e filhos, as mulheres não sabem o que está a passar consigo e os homens também não sabem o que se está a passar com elas. Muitas vezes, os desentendimentos que levam à separação do casal começam precisamente por causa dos sintomas relacionados com a menopausa. É muito comum ouvirmos queixas como: “Ela não quer fazer amor comigo”; ou “tenho de ir dormir para o sofá”; “ela está sempre com dores de cabeça” ou ainda “ela tem outro homem”…
– Para além das alterações a nível emocional, enfrentamos alterações físicas…
– Sim. Tudo acontece no nosso corpo. A partir dos 45 anos passamos a ter uma maior probabilidade de ter um tipo de gordura visceral que não tem a ver com o aporte calórico.
– O que podemos fazer?
– Em vez de dançar zumba ou fazer caminhadas e hidroginástica, deve ganhar-se massa muscular, fazendo agachamentos, levantando pesos…
– E para quem já chega à menopausa em má forma, há solução?
– Sim. Os especialistas em menopausa que estiveram no Congresso Mundial de Menopausa, que se realizou o ano passado, em Lisboa, não tinham dúvidas: o exercício físico salva-nos. Se juntarmos a terapêutica hormonal da menopausa ao exercício físico… É por isso que faço exercício, para chegar aos 80 anos sem depender de ninguém, ser autossuficiente. A menopausa não é fim de nada. No meu caso, a menopausa transformou-me para melhor.
Foto: Luís Coelho
– Qual é o papel da terapêutica hormonal de substituição?
– A terapêutica hormonal da menopausa (THM), que é como se chama. São hormonas específicas: estrogénio, progesterona e testosterona. A THM é considerada o melhor tratamento para gerir os sintomas de menopausa, só que está envolta em muito receio, quer da parte dos médicos quer da parte das pessoas.
– Por temerem estar relacionada com o cancro da mama?
– Os centros de saúde oferecem-nos contracetivos orais de todas as formas e feitios, mas ninguém pensa que estes têm uma carga hormonal muito superior àquele que tem a terapêutica hormonal da menopausa. Ou seja, andamos 20 anos a tomar uma pílula convencional que confere um risco muito superior para virmos a desenvolver cancro da mama do que fazer 20 anos a terapêutica hormonal da menopausa. Outro exemplo, uma mulher que esteja acima do peso e que fuma tem maior risco de desenvolver cancro da mama do que uma mulher que esteja a fazer terapêutica hormonal. Hoje em dia, conhecem-se tão bem os efeitos e as indicações para a terapêutica hormonal que não faz sentido este medo. Mas temos uma classe médica pouco preparada.
– Estamos a falar dos médicos do Serviço Nacional de Saúde, e não em endocrinologistas especialistas em antiaging…
– Em relação a antiaging, a Associação Portuguesa de Menopausa tem uma posição muito clara em relação a qualquer opção de uma mulher para gerir a sua menopausa. É apoiar, seja qual for. Desde que essa decisão seja informada.
– Seja tomada em consciência?
– Temos como obrigação para podermos manter esta posição que é de apoiar todas as mulheres, seja qual for a sua decisão, informá-las sobre aquilo que é o estado da arte ou da ciência em relação às opções que existem. E há alertas suficientes da parte das entidades competentes científicas para questões para práticas que são exercidas ao arrepio da regulamentação médica ou científica exercidas por profissionais de saúde não reconhecidos pelos pares. Atenção, isto é muito importante: não reconhecidos nem pelos pares nem pelas ordens científicas e que atentam verdadeiramente à vida e à saúde das mulheres. E há uma posição de três sociedades médicas que é pública. É a Sociedade Portuguesa de Doenças de Metabolismo, a Sociedade Portuguesa de Endocrinologia e outra, que dizem taxativamente isto. Medicina antiaging, integrativa e outros nomes como hormonas bioidênticas, como modulação hormonal são termos comerciais que não têm base científica e onde estas práticas já estão implementadas há mais tempo aumentou o cancro da mama, o cancro do endométrio e o cancro do útero. Sei que isto não é muito agradável de ouvir, mas é a nossa obrigação alertar para isto. Tudo bem se a mulher souber que isto pode acontecer e for a decisão dela, nós apoiamos.
– No Parlamento, o SNS, o que é que estão neste momento a fazer?
– Neste momento tomou-se consciência de que a partir de 2018 houve um decreto-lei da responsabilidade das entidades que regulam, isto é, melhor dizer assim, tomou-se consciência que até 2018 não havia a matéria de menopausa nos currículos académicos de medicina. E passou a figurar. Portanto, a partir de 2018, qualquer médico que faça o exame de acesso às especialidade tem de contar que vai sair matéria de menopausa. Só este ano é que vão sair para o mercado de trabalho médicos que tiveram de olhar para a menopausa com olhos diferentes, de quem está interessado no assunto. Até aqui, ou já havia na família um ginecologista ou uma apetência específica para ginecologia, e aí, se calhar, havia uma sensibilidade diferente, ou, caso contrário, médicos de família e ginecologistas, alguns podem saber alguma coisa de menopausa, mas a maioria não sabe nada.
– Portanto, a mulher, a partir do momento em que deixava de menstruar, entrava na velhice?
– Pelo SNS, a menopausa é inexistente. Não há políticas de saúde para menopausa. Estou a falar de quase 3 milhões de pessoas a passar por esta fase. Isto é uma negligência grosseira, reiterada e consentida. Não faz sentido, porque para cada desconforto de menopausa há uma solução.
Um dos chefs mais prestigiados de Portugal, Nuno Mendes, vive numa rotina intensa, dividindo-se entre três cidades e três projetos únicos: o Cozinha das Flores, no Porto, o Santa Joana, em Lisboa, e o Lisboeta, em Londres. Depois de se consolidar como um dos grandes nomes da cozinha em Londres, Nuno regressou às suas raízes em Portugal, mantendo, contudo, uma ligação ativa à capital britânica. “São três espaços distintos, com equipas fantásticas que tornam possível manter tudo a funcionar em harmonia”, afirma, sublinhando a importância da colaboração e da confiança mútua.
“Prefiro partilhar segredos da vida com os meus filhos do que segredos culinários.”
Além do ritmo frenético da vida profissional, Nuno é pai de três filhos – Orla, que irá fazer 14 anos em março, e os gémeos Finn e Noah, que irão completar 12 no mesmo mês, que nasceram de uma relação entretanto terminada. A conciliação entre a vida familiar e profissional não é fácil, mas o chef esforça-se para ser uma presença constante. “Tento passar o máximo de tempo com eles. Gosto de cozinhar para eles, mas não lhes imponho nada em relação à cozinha. Prefiro partilhar segredos da vida do que segredos culinários”, revela, mostrando um lado sensível e atento às necessidades dos filhos. Quando está em casa, a luta é manter a energia para criar momentos especiais. “Passo tanto tempo a cozinhar para outras pessoas que, às vezes, tenho pouca energia para eles. Isso é algo que quero melhorar”, confessa Nuno, que subiu ao palco nos troféus Mesa Marcada duas vezes, para receber o prémio especial Makro Chefe Destaque do Ano, em reconhecimento do seu trabalho na Cozinha das Flores, e o prémio especial Zwiesel Glas Bar de Restaurante do Ano, que distinguiu Flôr, o bar adjacente ao restaurante Cozinha das Flores, sob a direção do bartender Jorge Morales.
Natural de Tondela, Manuel Figueira cresceu no seio de uma família profundamente ligada à exploração agrícola e aos recursos naturais únicos da região. Desde cedo foi influenciado pela herança do avô, um oleiro que produzia os tradicionais tachos de barro negro, ainda hoje usados pelo chef para preparar pratos emblemáticos como a chanfana.
Após concluir o ensino secundário, Manuel iniciou a sua formação na Escola de Hotelaria e Cozinha do Douro-Lamego, onde se destacou ao conquistar o 1.º lugar no prémio Turismo de Portugal no concurso “Flavors & Cinema”, em Faro. Este reconhecimento abriu-lhe portas, levando-o a integrar os finalistas nacionais da prestigiada competição “Revolta do Bacalhau”.
Seguindo o desejo de crescer profissionalmente, realizou um estágio na Casa da Calçada, sob a orientação dos chefs Vítor Matos e André Silva. Logo depois, iniciou o seu percurso profissional no Pine Cliffs Resort, no Algarve, liderado pelo chef Osvaldo Silva. Em 2015, rumou a Lisboa para integrar a equipa do Restaurante Feitoria, no Altis Belém Hotel & Spa, liderada pelo chef João Rodrigues. Durante dois anos, Manuel aprofundou os seus conhecimentos na alta gastronomia e nas técnicas que hoje enriquecem os seus pratos.
Em 2018, aceitou o convite para liderar a cozinha do Burel Expedition Hotel, na Casa das Penhas Douradas, já com os olhos postos no projeto da Casa de São Lourenço – Burel Panorama Hotel, onde hoje é chef de cozinha no Restaurante São Lourenço e onde tenta levar aos seus pratos a história e a alma de uma das regiões mais ricas de Portugal.
Receita: Torricado de cogumelos de escabeche e queijo de cabra por “chef” Manuel Figueira (para 4 pessoas)
Ingredientes
• 4 fatias de pão de centeio • 2 dentes de alho • 100 g de cebola • 300 g de cogumelos frescos (Pleurotus, Paris, Shimeji) • 50 ml de azeite • 20 ml de vinho do Porto branco • 20 ml de vinagre • Tomilho e salsa q. b. • 50 g de queijo de cabra • Rúcula q. b.
Preparação
Laminar a cebola e um dente de alho e refogar com o azeite. Adicionar os cogumelos laminados e deixar refogar mais um pouco. Refrescar com vinho do Porto e deixar evaporar todo o líquido em excesso. Juntar o vinagre, o tomilho e a salsa picados, deixar levantar fervura, retirar do lume e reservar.
Corar as fatias de pão na frigideira com um fio de azeite. Esfregar o pão com um dente de alho descascado. Colocar por cima o escabeche de cogumelos. Com ajuda de um descascador, lascar queijo sobre os cogumelos. Terminar com folhas de rúcula.
Dica: pode adicionar trufa ralada ou óleo de trufa.