O cineasta norte-americano David Lynch morreu no dia 15 de janeiro, aos 78 anos. Lynch sofria de enfisema, diagnosticado em 2020, atribuído ao tabagismo, dependendo há algum tempo de oxigénio suplementar para as atividades diárias. O realizador de Um Coração Selvagem e Veludo Azul nasceu a 20 de janeiro de 1946, em Montana, nos Estados Unidos e foi distinguido com a Palma de Ouro de Cannes, em 1990, e com o Leão de Ouro de carreira no Festival de Veneza, em 2006. “O mundo vai sentir falta de uma voz tão original e única”, declarou Steven Spielberg.
David Lynch com a mulher, Emily Stofle Foto: Arquivo CARAS
A rainha Rania da Jordânia encontrou-se com Melania Trump poucos dias antes desta voltar a ocupar o lugar de Primeira-Dama dos Estados Unidos.
O registo deste encontro, que decorreu em Palm Beach, na Flórida, foi partilhado nas redes sociais pela casa real hachemita. “Foi um prazer reencontrar-me com a nova primeira-dama dos EUA”, legendou Rania.
Organizado por Melania, neste encontro, seguido de um almoço, terão sido discutidas várias questões de interesse mútuo, incluindo o bem-estar das crianças e a melhoria da sua educação por duas das mulheres poderosas que são, igualmente, uma referência de estilo e elegância no cenário internacional.
Porque os animais de estimação também fazem parte da família, a Casa da Companhia é um hotel dog friendly.
Com projeto arquitetónico desenvolvido pela Europlan, design de interiores assinado pelo ateliê de Paulo Lobo e selo Vignette Collection, a Casa da Companhia, do grupo canadiano Mercan, está localizada no bairro dos Clérigos, no coração do centro histórico do Porto.
O projeto de design de interiores foi desenvolvido pelo ateliê de Paulo Lobo.
A Casa da Companhia oferece 40 quartos (dez são suítes), distribuídos pelos sete pisos do edifício do século XVIII, que outrora albergou a empresa de vinhos Real Companhia Velha e hoje exibe uma nova vida sem, no entanto, esquecer o charme do passado e a sua herança histórica.
O restaurante e bar da Casa da Companhia tem acesso direto para a movimentada Rua das Flores.
O boutique hotel de 5 estrelas aposta em produtos nacionais, como as louças da Vista Alegre e os têxteis da Lameirinho, e na gastronomia portuguesa (em destaque no restaurante e bar).
Lá fora, a piscina exterior aquecida conta com vista para a Sé do Porto.
A Casa da Companhia dispõe ainda de uma piscina exterior aquecida e área de bem-estar, com 160m2, composta por piscina interior aquecida, ginásio, sala de tratamentos, sauna e banho turco.
Localizada na vila da Vidigueira, distrito de Beja, a Quinta do Paral foi redesenhada em 2017 e o seu foco é a sustentabilidade ambiental e o respeito pela cultura e tradição alentejanas. Lá, produzem-se vinhos únicos e azeites de excelência, saboreiam-seas tradições alentejanas e repousa-se num hotel de charme com 22 quartos, num complexo que convida ao relaxamento e à plenitude.
A propriedade conta com quartos contemporâneos, um apartamento de charme, majestosas suítes e a beleza intemporal de uma casa senhorial.
O espaço tem um rooftop que oferece vistas deslumbrantes sobre as vinhas, um lounge acolhedor, piscina, jardim, sala de eventos, ginásio e a possibilidade de desfrutar de diversas experiências, passeios e workshops.
No The Wine Restaurant, no qual o conhecido chef português José Júlio Vintém é o mentor gastronómico, há comida de conforto com um toque de sofisticação – confecionada com ingredientes locais e sazonais – combinada em harmonia com uma seleção de vinhos que honram a herança vínica desta região alentejana.
• 750 ml de vinho do Porto Ruby • 250 g de queijo-creme • 160 g de açúcar • 500 ml de leite • 1 vagem de baunilha • 4 gemas • 40 g de farinha de trigo • 8 folhas de gelatina • 200 g de bolacha Maria Dourada • 100 g de manteiga
Preparação
A receita pode ser feita numa forma de cheesecake grande ou em 6 aros individuais.
Com a ajuda de uma liquidificadora ou varinha mágica, triturar as bolachas Maria com a manteiga amolecida até ficar no ponto de areia.
Para a primeira base de baunilha, fazer um creme de pasteleiro tradicional. Bater as gemas com 80 g de açúcar, até obter uma mistura cremosa. Misturar a farinha.
Abrir a vagem de baunilha no sentido do comprimento e retirar as sementes. Numa panela, juntar as sementes ao leite e levar ao lume.
Aos poucos, incorporar o leite com a baunilha à mistura de gemas, mexendo sem parar, mantendo sempre o lume baixo, até engrossar.
Retirar da panela e acrescentar 3 folhas de gelatina previamente diluídas. Deitar a mistura em cima da base de bolacha e levar ao frigorífico até solidificar o creme.
Enquanto isso, levar o vinho do Porto Ruby a lume brando até atingir o ponto de mel. Deixar arrefecer.
Entretanto, com uma batedeira, bater o queijo–creme com o restante açúcar. Adicionar o vinho do Porto e misturar até incorporar. Juntar 5 folhas de gelatina previamente dissolvidas, misturar e deitar sobre o creme de confeiteiro.
Deixar no frio durante, pelo menos, 12 horas, antes de servir.
por “chef” Vinicius Borges Restaurante Estação Menina Bonita, Marvila
Adriane Garcia passou recentemente por um dos maiores desafios da sua vida: a suspeita de ter uma possível doença grave. Durante um período de maior fragilidade, marcado por uma sensação de solidão, a apresentadora e atriz, de 45 anos, precisou de lidar com um diagnóstico que poderia ser complicado – que acabou por se resolver com uma pequena cirurgia para retirar pólipos do intestino –, o que a levou a refletir profundamente sobre a importância da saúde e o apoio da família.
Por isso mesmo, Adriane não hesitou em pedir à irmã, Alexandra Weinem, para a acompanhar durante este período de maior fragilidade. Alexandra fez as malas e, durante 27 dias, acompanhou a irmã nos exames e consultas, e aproveitou para matar saudades do sobrinho e afilhado, Francisco, de 8 anos, que, recorde-se, nasceu da relação da atriz, entretanto terminada, com Tiago Alves Ribeiro. A CARAS conversou com Adriane durante um ateliê de Natal da empresa The Inventores, durante o qual o filho montou o seu próprio piano eletrónico.
– Que sinais a levaram a suspeitar de que alguma coisa não estava bem consigo?
Adriane Garcia – Tento ter uma vida saudável, faço muito desporto, meditação, ioga, pilates, e isso leva-me a conhecer muito bem o meu corpo. Dei conta de que alguma coisa estava errada e marquei consulta com a minha ginecologista. Achei que poderia ser uma menopausa precoce, mas depois de fazer vários exames, desconfiámos que deveria estar relacionado com o meu intestino. Procurei um médico especialista e, na verdade, estava com uma suspeita de cancro no intestino. Tive de fazer uma minicirurgia para retirar os pólipos, pequenas saliências que, se não forem tratadas e retiradas, podem, em 90% dos casos, transformar-se em tumores malignos, e é tudo muito rápido, como infelizmente aconteceu com duas amigas minhas. Então, aquilo deixou-me em suspenso, primeiro porque nunca tinha passado por nada disto, depois porque estava sozinha, noutro país, e por isso pedi à minha irmã para me vir dar apoio.
– Ficou verdadeiramente assustada e precisava desse amparo.
– Fiquei muito assustada e precisava do amparo da família, até porque ao longo dos últimos anos, sobretudo desde 2020, a minha vida deu uma grande reviravolta, com o divórcio e a mudança de vida, e eu comecei a perceber que podem tirar-me tudo, mas não me tirem a saúde, que é o que temos de mais importante. O dinheiro vem e vai, os amores vêm e vão, carros e casas vêm e vão, tudo isso tudo é supérfluo. Podemos ter todo o dinheiro do mundo, sem saúde não temos nada. Depois do divórcio, comecei a fazer terapia e a ver a vida de modo diferente. Sei que preciso de estar bem por causa do meu filho. E ele, sem que eu tivesse tocado no assunto, parece que sentia e sabia o que se estava a passar.
Foto: Luís Coelho
– Ter-se-á apercebido da sua ansiedade?
– Não sei, talvez. Mas, de vez em quando, fazia perguntas como: “Mãe, tu não vais morrer, pois não?” Assim, do nada. Nessas alturas, só pensava que tinha de ser forte e ficar boa, porque a mãe é a ‘esponja’ do filho. E estando bem e equilibrada, o meu filho também estará. Mas a importância de eu estar bem e de conhecer o meu corpo foi enorme. Graças a Deus, foi tudo retirado a tempo. Mandaram a amostra para biópsia e ainda demorou bastante tempo a chegarem os resultados, mas felizmente não era maligno.
– Foi o melhor presente de Natal que poderia ter recebido?
– Foi mesmo. E espero que as pessoas se cuidem, que estejam atentas ao mínimo sinal.
– Entretanto, parece estar em cima da mesa a possibilidade de a sua irmã se mudar definitivamente para Portugal?
– É verdade. Ela não vinha a Portugal há sete anos e ficou impressionada com o quanto a cidade mudou tanto em tão pouco tempo. Percebeu que aqui há qualidade de vida. Lisboa tornou-se numa das maiores capitais do mundo e não deixa nada a desejar a outras grandes capitais, como o próprio Rio de Janeiro. Seria bom para toda a gente.
Foto: Luís Coelho
– Está a tentar convencê-la a vir morar para perto de si.
– Antes de ser mãe já estava a tentar convencê-la a vir. Depois de me ter divorciado, a pressão aumentou. É muito difícil ser mãe sem ter rede de apoio, sem a família por perto. Sinto-me muito sozinha. O meu filho também me cobra o facto de nunca estarmos com a família da mãe… E a minha irmã percebeu a falta que me faz. Acho que ela também gosta de estar aqui. Estes dias em Portugal fizeram-lhe muito bem. Para mim seria muito bom, e para o Francisco também. Vamos ver o que 2025 nos reserva.
As jarras são peças que vão muito além de sua função utilitária de receber flores. Desempenham um papel fundamental na decoração de interiores, dão um toque de frescura e cor a qualquer ambiente. A versatilidade que as carateriza permite que se integrem em diferentes estilos, dos mais clássicos aos mais contemporâneos. São essenciais para criar atmosferas acolhedoras, mas também sofisticadas. Jarras: elegância, funcionalidade e personalidade
Originalmente, as jarras foram criadas para exibir flores, e ainda hoje cumprem com mestria essa função. Um simples arranjo de flores frescas, numa jarra, pode transformar por completo a atmosfera de uma sala. Seja com uma composição clássica de rosas, uma junção vibrante de margaridas ou até uma mistura de plantas verdes que traga frescura e naturalidade ao ambiente. A verdade é que a combinação de flores e jarras permite uma flexibilidade estética, capaz de renovar constantemente a decoração de um espaço, adaptando-se às diferentes estações ou ocasiões. Jarras: elegância, funcionalidade e personalidade
As jarras não se limitam a serem meros recipientes. São, por si só, peças decorativas que podem marcar a diferença num ambiente. Sejam de vidro, cerâmica, metal ou até materiais mais inovadores, as jarras oferecem uma enorme diversidade de formas, tamanhos e acabamentos, tornando possível encaixá-las em qualquer estilo de decoração. Jarras: elegância, funcionalidade e personalidade
No que diz respeito à funcionalidade, a utilidade das jarras vai além da decoração. Continuam a ser ideais para arranjos florais sazonais ou para dar um toque de cor aos espaços. Sozinhas ou em grupo, podem encontrar lugar em diversos locais da casa, como na sala de estar, cozinha, na entrada ou até mesmo nos quartos. Para quem gosta de mudar a decoração com frequência, as jarras são peças-chave, pois permitem essa sensação de mudança rápida apenas com a substituição das flores ou com a troca de peças decorativas.
Foto: João Silva wedding, assistido por Ricardo Meira
“Sou um homem do Porto, apesar de ter nascido em Lisboa e ter passado a adolescência em Viseu”, diz Gio Rodrigues, designer de moda que, na Invicta, tem três sítios de eleição: o Palácio da Bolsa, a Torre dos Clérigos e o Parque de Serralves.
Foi no Porto que estudou arte, design e moda. O gosto pelo estilismo herdou da avó, que era modista e costurava vestidos e fatos de cerimónia.
A estatura – tem 1,90m de altura – abriu-lhe as portas do mundo da moda, tendo desfilado ao lado de grandes manequins nacionais, como David Simões e Sofia Aparício, mas a timidez não o ajudou. O próprio confessa que “não tinha jeitinho nenhum”.
Hoje, apesar de ser uma figura pública que prima pela simpatia com todos, Gio Rodrigues está mais recatado quando à sua vida privada, embora fale com orgulhos dos seus três filhos, nomeadamente: Romeu, de 19 anos, fruto do seu casamento com Sónia Albuquerque, Lourenço, de 13, e Maria Clara, de 9, nascidos da sua relação (também já terminada) com Ana Gomes.
Os dois filhos mais novos gostam de moda e até já pensam em criar uma marca, “talvez seja este ano”, diz o pai, não escondendo a alegria de ver os seus descendentes seguirem os seus passos. Já o mais velho está a tirar Gestão de Restauração e a ideia é ajudar o progenitor no seu outro negócio, que é um restaurante onde se ouve fado e que fica mesmo ao lado da emblemática Estação de São Bento no Porto.
Gio Rodrigues recebeu a CARAS no seu ateliê de moda no número 114 da Rua 31 de Janeiro, em plena Baixa portuense, e falou-nos das tendências que vão marcar o ano que agora se iniciou.
– Quais as principais tendências para 2025 em relação ao vestuário feminino?
Gio Rodrigues – As principais tendências deste ano são os vestidos em estilo sereia, old money e o século XIX. Os vestidos de sereia são confecionados com tecidos lisos ou texturais. O estilo old money surge como uma tendência marcante, com a escolha de tecidos como o crepe para composições elegantes e intemporais, evocando uma sensação de elegância e tradição. O old money é inspirado nas famílias aristocráticas, valorizando elementos atemporais e rendados, transmitindo uma atmosfera de luxo discreto. Os decotes volumosos e as referências ao século XIX também ganham força, com inspirações que remetem à dama antiga, valorizando tecidos nobres como mikados e sedas texturadas. As cores predominantes são o branco mármore e o branco nuvem, que transmitem suavidade e modernidade.
Foto: João Silva wedding, assistido por Ricardo Meira
– E quanto aos homens?
– Os noivos recebem atenção especial, com o retorno de peças clássicas como o fraque e o smoking. No entanto, há espaço para opções mais despojadas, como fatos em tons de bege ou branco, confecionados em tecidos como linho, podendo ser usados com ou sem gravata; um fato bem alinhado e de qualidade, mas que mantenha aquele ar leve e moderno. As cores em destaque incluem azul escuro ou preto para fraques, sendo possível explorar variações de conjunção de cores. Já para os smokings, destacam-se as combinações como azul meia-noite com calça preta e blazer branco. Outra tendência são os fatos em tons pastel, como verde celeste, verde pastel e azul ciano, além de opções em branco ou bege, que transmitem uma estética mais leve e arejada.
– E para as mães de noivas e/ou noivos?
– Os modelos devem ser únicos, confortáveis e adaptados ao tipo de cerimónia. A escolha da cor deve ser planeada cuidadosamente, levando em conta o que se deseja enaltecer ou esconder [risos]. Entre as tendências para essas ocasiões, destacam-se os vestidos lisos com detalhes em 3D, como o laço, além de modelos de comprimento midi, que combinam modernidade e elegância. As cores para as mães seguem uma paleta poética e única, incluindo tons como amarelo torrado, azul ciano e verde pastel, que conferem um toque delicado e sofisticado.
– Qual será a grande aposta da marca Gio Rodrigues?
– Criar um departamento novo na empresa, a do fardamento, onde se faz uniformes sob medida, o que já me está a dar muito prazer em realizar. Fizemos as fardas do W Hotel no Algarve e das bombas da gasolina da Prio. No design somos bastantes versáteis a trabalhar.
– Defina uma mulher que vista Gio Rodrigues.
– É elegante, sofisticada, atual e que pensa “fora da caixa”, a que tem um olhar atento para peças que combinam qualidade superior, cortes perfeitos e detalhes únicos. Para eventos especiais ou momentos inesquecíveis, ela escolhe Gio Rodrigues porque sabe que não está apenas a vestir uma peça de roupa, mas a expressar a sua essência, traduzida em força, delicadeza e exclusividade.
– E um homem?
– Acho que consigo definir em três palavras: confiante, sexy e perfecionista. O que procura uma peça que o distinga dos outros sem precisar de grandes adornos. Quer peças que o deixem sexy, em que o rigor do corte e a qualidades dos tecidos são as principais características.
– É difícil vestir um homem de 1,90m como você?
– A minha altura pode ter sido umas das razões de querer ser designer de moda, pois na minha adolescência deparei com grandes dificuldades em ter roupa que me servisse. Hoje ainda me acontece, pois os comprimentos não estão adaptados ao meu tamanho, visto que a maioria dos homens do sul da Europa não chega a medir 1,80m. Fazer peças para homens muitos altos ou baixos, ou com peso a mais ou a menos, é sempre um desafio. Cabe ao designer ou ao alfaiate encontrar a proporção certa para a pessoa ficar o mais elegante possível.
– Que celebridade gosta mais de vestir?
– Já vesti quase todas as celebridades mais relevantes de Portugal, como por exemplo, a Cuca Roseta, Liliana Campos, Carolina Carvalho, Raquel Prates, Maria de Medeiros, entre muitas outras, e são todas muito especiais para mim.
– A nível profissional, o que espera do novo ano?
– Faço 25 anos de carreira no mundo da moda, temos vários projetos em mão, como a nova linha de joias, abertura de novos restaurantes e talvez um Globo de Ouro, já estava na altura de o receber.
Foto: João Silva wedding, assistido por Ricardo Meira
– Os seus filhos interessam-se por moda?
– O Romeu está a tirar licenciatura de Gestão de Restauração, o que me deixa muito feliz porque vai me ajudar muito no projeto Fado no Porto, o meu novo restaurante, que fica mesmo ao lado da Estação de São Bento e, como o nome indica, é um restaurante de fado. O Lourenço e a Maria Clara gostam muito de moda. Até já andam a planear criar uma marca, vamos ver se a ideia se concretiza no novo ano.
– Eles pedem ao pai que lhes faça alguma peça em especial?
– Sempre, principalmente a Maria Clara que não sai do ateliê sem pedir peças novas. Como é a menina da casa, já imaginam o resultado [risos].
– Considera-se um homem vaidoso?
– A minha avó Clara já me dizia que “quem tem brio, não tem frio” por eu andar com pouca roupa no inverno durante a minha juventude. Sim, considero-me um homem vaidoso, pois cuido de mim. Fiz 49 anos no dia 7 de dezembro e quero chegar impecável aos 50. É muito importante cuidar da nossa estética, pois é o nosso cartão de visita. Apesar de muitas pessoas acharem que a roupa não nos define, não concordo com isso.
Cláudia Raia está de volta ao nosso país, quer na televisão – faz uma participação especial da novela da SIC Terra e Paixão – quer no teatro, onde estará, a partir de 29 de janeiro, em cena no Teatro Tivoli, em Lisboa, com a peça Menopausa. Uma vez mais, a atriz, que completou 58 anos no dia 23 de dezembro, dividirá o palco com o marido, Jarbas Homem de Mello, de 55, que é também o encenador.
Entre os ensaios e a rotina diária com o filho de ambos, Luca, que fará 2 anos a 11 de fevereiro, Cláudia e Jarbas conversaram com a CARAS Brasil no seu refúgio em Bragança Paulista, no interior de São Paulo.
– Vem aí mais uma peça…
Cláudia Raia – Em janeiro estreamos Menopausa, em Portugal. A peça usa a arte para prestar serviço público. É um assunto que abordo nas redes sociais com mulheres acima dos 50 anos. A menopausa é o 2.º ato da mulher e, no teatro, o segundo ato é sempre melhor do que o primeiro.
– O que vos levou a estrear a peça Menopausa em Portugal?
Cláudia Raia – Uma marca de saúde, beleza e bem-estar decidiu fazer uma campanha pró-mulher, sobre a menopausa, e resolveu patrocinar o espetáculo. Tudo se encaixou.
– A digressão é de quanto tempo?
Cláudia – Serão seis semanas em Lisboa e seis semanas noutros pontos de Portugal. Depois, voltamos para o Brasil.
– Entre tantos temas femininos, escolheu a menopausa por algum motivo especial?
Cláudia – Por experiência própria. Participei num simpósio sobre menopausa e longevidade em Portugal e, nessa altura, descobri que uma suposta dor muscular que achava que tinha, era, na verdade, a menopausa.
– Há falta de informação?
Cláudia – A mulher é preparada para menstruar, engravidar, amamentar… mas ninguém fala sobre a menopausa. Ninguém diz que é um dos momentos mais difíceis da vida de uma mulher. A mulher com 40 e poucos anos cai num buraco e só se levanta aos 80, para se tornar a velhinha fofa. Até lá, fica no limbo. Não estamos habituados que uma mulher mais velha seja uma Jane Fonda. A nova mulher de 50 não está nos livros. Os médicos não sabem lidar com ela. Quando engravidei do Luca, disse à médica: “Estou na menopausa, fiquei grávida, ou seja, foi uma pausa na meno” [risos]. Quando perguntei se depois do nascimento voltaria à menopausa, ela não soube responder.
– E voltou?
Cláudia – Sim. Quando engravidei, ouvi dizer: “Mas ela tem relações sexuais?”. É o machismo estrutural. É como se a mulher mais velha perdesse a serventia. Todos, inclusive os médicos, me desencorajaram a engravidar. Fiz tratamentos para a inseminação, mas acabei por engravidar naturalmente.
Foto: Renam Christofoletti
– Hoje, como avalia essa gravidez?
Cláudia – Na altura, não imaginei o quanto seria desafiador. Hoje, penso que fui inconsequente, mas feliz. E não fiz nada do que a minha médica aconselhava. Ela dizia-me para ficar em repouso, mas eu fazia exercício, fazia o que queria.
– O que é que aprendeu com o seu marido, pai de primeira viagem?
Cláudia – Fico mais apavorada em relação aos cuidados a ter do que ele. O Jarbas traz-me uma tranquilidade que eu, mãe de três, não entendo.
– O que é que a Cláudia aprendeu consigo, Jarbas?
Jarbas – Quando ela se preparava para ser mãe, eu disse-lhe que precisaria de ter paciência comigo, porque nunca fui pai. Ela respondeu: “Não se preocupe, estamos juntos. Nunca fui mãe do Luca e para cada filho é-se uma mãe diferente”. Isso tranquilizou-me. A Cláudia é experiente, uma mãe sábia. Aprendo com ela todos os dias.
– E como é o Jarbas enquanto pai?
Jarbas – Estou sempre a dizer que o Luca está bonito, inteligente, entende tudo… tenho vontade de o elogiar, durante o dia todo, pelo seu esforço, dedicação e paciência em conseguir algo.
Cláudia – Aprendi com os meus outros filhos a não colocar a minha experiência à frente da experiência da criança. Dizer “não subas para aí que vais cair” é uma frase fatídica. Em vez disso, podemos dizer: “Cuidado, podes cair, mas a mãe está aqui”. Temos de dar a entender que aquilo é perigoso, mas não o impedir de o fazer.
– Quando a sua filha, Sophia, se mudou para Nova Iorque, sentiu a síndrome do ninho vazio?
Cláudia – Eu, o Jarbas e o meu filho Enzo levámos a Sophia e ficámos até ela se instalar. Quando voltámos, o Enzo pensou em mudar-se, mas pedi-lhe para esperar um pouco. Quando engravidei, ele decidiu ficar até o bebé nascer para me ajudar. Agora está à procura de um apartamento. Mas os meus filhos estão sempre por perto e não os largo.
– Na adolescência, morou em Nova Iorque. Que conselhos deu à sua filha?
Cláudia – Quando fui as condições eram diferentes. Vivi de favor com um coreógrafo, depois fui para um apartamento pequeno, trabalhei como empregada de mesa… Ela adora viver lá, mas sabe que é um lugar difícil, com poucas possibilidades, onde os latinos estão sempre abaixo dos americanos.
– A Sophia estuda cinema, o Enzo produz. Vem aí um projeto em família?
Cláudia – Ainda não temos planos a curto prazo, mas para o futuro, sim. Produzo teatro desde os 19 anos e quero passar para a coprodução em audiovisual. Produzir dá-me autonomia.
Foto: Renam Christofoletti
– Não fica refém de convites.
Cláudia – Exato! E além disso, é difícil ser protagonista aos 60 anos. Como isso não acontece normalmente, temos de procurar essas oportunidades. Tenho isso no teatro: personagens que quero fazer.
– Como foi deixar de ter contrato fixo com a TV Globo ao fim de 40 anos?
Cláudia – Tenho carinho e gratidão pela Globo, onde fiz uma carreira linda, amigos que levarei para a vida. E tive algo raro nesta profissão: estabilidade durante 40 anos. O que me deixou feliz foi ter construído uma carreira paralela. Não deixei de fazer teatro por estar na TV.
– Porque é que escolheram Bragança Paulista para ter uma casa?
Jarbas – Este é o nosso refúgio. O paraíso que construímos.
Rodeada de natureza, com espaço que chega para grupos, a Cerca Design House, localizada na Serra da Gardunha,é o destino ideal para famílias e amigos. Este hotel rural, que se distribuiu por um solar beirão do século XVII, com dez quartos e cinco exclusivas villas, onde o granitoe o burel se fundem e a lareira aqueceo inverno, permite desligar do bulíciodos dias e reencontrar serenidade.
Nas villas, todas com salamandra, pode desfrutar-se do pequeno-almoço ou de um chá ou chocolate quente ao final da tarde. Estes espaços estão equipados com sala e pequena cozinha. Dentro ou fora, a paisagem deslumbra, fazendo desta unidade o ponto de partida perfeito para descobrir a Serra da Gardunha, a Serra da Estrela, as Aldeias Históricase também as Aldeias do Xisto.