O caso amoroso que terá existido entre a princesa Margarida, irmã da rainha Isabel II, e Peter Townsend, que trabalhava para o rei George VI, já foi diversas vezes documentado, seja na série The Crown, ou em livros e programas sobre a vida da princesa. Agora, a irmã mais nova da monarca britânica, que morreu em 2002, é o tema central de um novo documentário da BBC, Princess Margaret: The Rebel Royal.
A série, dividida em duas partes, conta vários episódios da história de vida da princesa, entre os quais o romance com Peter Townsend. Mas quem era este homem que quase se casou com a princesa?
Townsend era um oficial da Royal Air Force e trabalhou para o rei até à data da morte deste em 1952. Durante o ano seguinte, manteve a mesma posição trabalhando para a rainha Isabel II. Nessa época, Peter era casado com Rosemary Pawle, uma união que aconteceu em 1941 e da qual nasceram dois filhos, Giles e Hugo. Mais tarde, o casamento terminou devido a um caso extraconjugal por parte da mulher.
O romance com a princesa surgiu depois, mas os divorciados não se podiam casar novamente pela igreja anglicana. Além disso, havia ainda outro problema, que se prendia com a permanência de Margarida na linha de sucessão ao trono. Caso se casassem, era-lhe permitido manter os seus títulos, mas teria que renunciar a uma possível sucessão, assim como aconteceria com os filhos que pudessem vir a ter.
Posta esta questão, os dois nunca chegariam a casar-se. “Gostaria que se soubesse que decidi não me casar com Peter Townsend. Tenho consciência de que, sujeito à minha renúncia aos meus direitos de sucessão, poderia ter sido possível para mim contrair um casamento civil, mas, consciente dos ensinamentos da Igreja de que o casamento cristão é indissolúvel e consciente do meu dever para com a Commonwealth, resolvi colocar essas considerações em primeiro lugar. Tomei esta decisão sozinha, e ao fazê-lo, fui apoiada por Townsend”, terá dito a princesa, de acordo com a Hello.
O resto da história já é conhecida do público. A princesa viria a casar-se com Anthony Armstrong-Jones, de quem teve dois filhos, Sarah Chatto e David Armstrong-Jones. Já Peter voltou a casar-se em 1959 com Marie-Luce Jamagne.