
Quando os Sussex e os Cambridge separaram oficialmente as respetivas casas e, por conseguinte, Harry e Meghan lançaram a conta de Instagram @SussexRoyal, o casal inovou ao apostar numa abordagem prática, sendo que a duquesa escrevia muitas das legendas das próprias publicações.
De acordo com o livro “Finding Freedom”, uma nova biografia sobre os Sussex, uma das “principais frustrações” do príncipe e da mulher com os papéis na realeza era a “incapacidade de falarem por si próprios”. Em vez disso, qualquer conteúdo tinha de passar pelas mãos da equipa de comunicação da família real.
“O lançamento da conta foi, de certa forma, uma experiência liberadora para Meghan”, revelou um assessor aos autores Omid Scobie e Carolyn Durand. “O facto de não ter uma plataforma sua para falar diretamente com o público foi uma das mudanças mais difíceis para ela, especialmente depois de ter construído uma marca própria no Instagram e no seu blogue. A conta SussexRoyal significava que finalmente tinha um espaço para fazer curadoria”.
A dupla esteve envolvida em decisões estéticas para a página como, por exemplo, a escolha do tom rico de azul que era usado como plano de fundo para citações e a utilização de molduras brancas nas fotografias. “Meghan redigiu muitos dos posts sozinha nos primeiros dias. Foi uma das coisas que a manteve ocupada durante a reta final da gravidez”.
A conta foi um sucesso imediato, sendo que registou um milhão de seguidores nas primeiras seis horas de atividade – um recorde, na altura. Entretanto, com o afastamento dos estatutos de membros sénior da família real, o Harry e Meghan abdicaram da marca “Sussex Royal” e desta página, cuja última mensagem veio a público no dia 30 de março. Emocionados, agradeceram aos fãs “pelo apoio, inspiração e compromisso partilhado de fazer o bem no mundo”.