Os Felipe VI e Letizia estiveram na última sexta-feira, dia 15, no Museu Nacional de Arte da Catalunha, para presidirem à entrega dos Prémios Planeta 2021, uma edição muito especial, que marcou o 70º aniversário da sua fundação.
O reconhecimento foi este ano para o romance La bestia, de Carmen Mola, o que se traduziu numa das maiores revelações do mundo editorial dos últimos anos, já que se sabia que Camen Mola seria o pseudónimo de uma autora, uma mulher que sempre quis manter a sua privacidade, como já tinha revelado há dois anos ao El Quinto Libro. “Constato que todos querem saber: garanto-vos que ficariam desapontados com a resposta”, afirmou, naquela altura, sobre a sua identidade.
Vencedora deste prémio, que totalizou um milhão de euros – um montante nunca antes alcançado num prémio literário -, a autora finalmente revelou a sua identidade e, de facto, nem todas as reações foram positivas. Carmen Mola não esconde uma autora, como todos pensavam, mas sim três autores, Jorge Díaz, Agustín Martínez e Antonio Mercero. Se houve quem se mostrasse satisfeito por finalmente conhecer a identidade da escritora (ou neste caso, dos escritores), houve também quem não tivesse gostado da revelação. É o caso da livraria Mujeres & Compañía, em Madrid, que retirou das prateleiras todos os livros de Carmen Mola, um anúncio que foi feito através do Twitter.
No evento estiveram cerca de 600 convidados, entre os quais o Ministro da Cultura espanhol, Miquel Iceta, a Ministra da Educação Pilar Alegría ou a Presidente da Câmara de Barcelona, Ada Colau, assim como personalidades da televisão e da literatura de Espanha. Todos jantaram no Museu Nacional de Arte da Catalunha, o que totalizou cerca de metade do número de convidados que costumam assistir a esta entrega de prémios, um número que foi este ano reduzido devido à pandemia.
De recordar que o Premio Planeta de Romance foi criado em 1952 por José Manuel Lara, com o objetivo de promover autores que escrevem em castelhano, e naquela altura tinha uma dotação de 40 mil pesetas. Na última quinta-feira, o presidente do grupo Planeta, Josep Creuheras, anunciou que o galardão valeria este ano, um milhão de euros, superando o valor do Nobel da Literatura.