
Os últimos tempos não têm sido fáceis para Alberto do Mónaco. Depois de largos meses afastado da princesa Charlene, que esteve em tratamentos devido a uma infeção grave, primeiro na África do Sul e depois numa clínica na Europa, o soberano volta a enfrentar um momento de adversidade, desta vez não relacionado com a sua família, mas sim um suposto complot contra o Principado, relacionado com o setor imobiliário.
Alberto quis falar sobre a informação que põe em causa práticas do setor imobiliário no Mónaco e fê-lo através de declarações concedidas ao jornal francês Le Monde. “O Principado está sob ataque por atos inadmissíveis. Essas acusações podem destruir o Mónaco”, assegurou. Desde há algum tempo que o príncipe tem tentado promover uma política de transparência empresarial, para acabar com a corrupção neste setor.
A polémica após a publicação de um dossier num misterioso site, que compila uma série de documentos que alegadamente demonstrariam ações de um grupo de empresários para obter elevadas percentagens de ofertas de imobiliárias. Essa é uma questão que afeta diretamente o príncipe, dado que estão envolvidos quatro nomes influentes do Principado, que fazem parte de seu círculo mais próximo: Thierry Lacoste, seu advogado e amigo de infância, Laurent Anselmi, chefe de gabinete, Didier Linotte, presidente do Supremo Tribunal do Mónaco, e Claude Palmero, contabilista do príncipe.
De acordo com a imprensa estrangeira, a área da construção no Mónaco movimenta cerca de dois mil milhões de euros por ano. “Espero que as investigações abertas em Paris e no Mónaco nos permitam descobrir quem está por detrás desta manipulação”, afirmou ainda o príncipe.