
Foto D.R.
A dias de completar 20 anos (24 de agosto), as confissões de Alexandre Grimaldi, o filho de Alberto II que não é príncipe, prometem causar alguma agitação no principado. Na longa entrevista à revista francesa Point de Vue, sempre acompanhada pela mãe, Nicole Coste, o jovem rejeita o róltulo de “ilegítimo“, que qualifica de “insulto“, revela ter tido uma infância feliz e a sorte de “ter tido uns pais atenciosos”.
“Não sou ilegítimo, porque quando nasci nenhum dos meus pais tinha outro casamento e não cometeram adultério. Usar essa palavra é um insulto”, afirma. Da mesma forma que não percebe porque não deveria usar o apelido Grimaldi:
“O apelido do meu pai é Grimaldi, por isso é lógico que eu tenha o apelido dele. Nunca me chamaram Coste ou Coste-Grimaldi. Nem em nenhum cartão de cidadão, nem na escola, nem nos meus diplomas. Deixem que o Google e outros mostrem a minha verdadeira identidade, respeitando a minha privacidade“, responde de forma assertiva.

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Alexandre, que tem mais dois irmãos por parte da mãe, e três por parte do pai (os príncipes Jacques e Gabrielle, de oito anos, do casamento com a princesa Charlene, e Jazmin, de 31, fruto da relação de Alberto II com a empregada de mesa Tamara Rotolo), revelou ainda a boa relação que tem como o pai e o papel que ele desempenha na sua vida: “O meu pai está no meu coração da mesma forma que a minha mãe. Tenho sorte por serem ambos pais atenciososo.”
Aliás, em novembro de 2022, o príncipe Alberto esteve com Alexandre e Jazmin, em Nova Iorque. Contudo, nem sempre foi assim e o príncipe só reconheceu o filho quando ele tinha quatro meses e depois de uma escandalosa entrevista de Nicole Coste, a antiga hospedeira com quem teve um relacionamento. Hoje, apesar das distâncias, é uma presença aceite no principado e esteve na última edição do Baile da Cruz Vermelha, no Mónaco, onde deu nas vistas com um sexy vestido encarnado.
Alto e bonito, Alexandre Grimaldi confessou que já se sentiu atraído pela ideia de ser modelo, mas que já lhe passou e explica a razão: “Quando era adolescente pensei nisso. A ideia de ser fotografado com roupas bonitas e elegantes divertia-me. Mas depois veio a cobiça e perdi o interesse. Além disso, eu era menor. O meu pai é um príncipe e chefe de Estado, por isso não me imagino a desfilar numa passerelle. Por outro lado, se uma marca de prestígio me pedir para ser embaixador e a sua imagem for parecida comigo, porque não?”, atira.

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E apesar do protagonista da entrevista ser Alexandre, Nicole Coste não perdeu a oportunidade de intervir e manifestar o seu orguho pelo filho e, como “dada a sua exposição mediática nos últimos anos“, tem estado sempre ao seu lado para o ajudar a adaptar-se.
Sobre a infãncia, nega ter sido uma mãe solteira: “Não o criei sozinha. Ele viveu e cresceu com os meus outros dois filhos. Estávamos e ainda estamos muito rodeados de pessoas, seja em Genebra, Nova Iorque, Londres ou no Mónaco. E ele também tem um pai que cuida dele. O meu filho teve e continua a ter uma vida equilibrada que nós protegemos o melhor que podemos” assegurou.
Divertida, revela ainda um desejo curioso: “Rezo todos os dias para que ele tire as tranças”, brinca.