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Foto: Keld Navntoft, Kongehuset ©️ V´´ideo: Casa Real/ TV2 ©️
Numa carruagem dourada e num cenário embelezado pela neve que cai em Compenhaga, a ainda rainha Margarida da Dinamarca fez o seu último “Passeio de Ano Novo”, que a levou do Palácio de Amalienborg para o Palácio de Christiansborg, onde teve lugar a última cerimónia de Ano Novo, cumprindo-se assim a tradição.
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Foto: Getty Images
Apesar das temperaturas muito frias, foram centenas aqueles que saíram à rua para asssitir a um dos últimos atos oficiais da monarca, que anunciou a sua abdicação no discurso de Ano Novo, e que passará o trono para as mãos do filho mais velho, que receberá o título de rei Frederico X, já no próximo dia 14 de janeiro.
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Foto: Getty Images
Num carruagem dourada de 1840, que é normalmente utilizada para este tradicional passeio que assinala o início de um novo ano, a rainha Margarida passou pelas ruas de Copenhaga, sempre sorridente e também um pouco nostálgica. Para trás ficam 52 anos de reinado e uma vida marcada pelo serviço à Coroa.
Veja o vídeo do “último” passeio da rainha Margarida, que manterá o título de Alteeza Real.
A abdicação surpreendeu tudo e todos, mas a Casa Real já explicou publicamente as razões para a mesma:
“Em alguns países é costume, ou pelo menos é algo que acontece, que o chefe de Estado deixe espaço para a geração seguinte, abdicando. É o caso, entre outros países, dos Países Baixos, onde quatro dos seis soberanos, desde a instauração da monarquia em 1813, abdicaram […] Na Bélgica, no Luxemburgo e em Espanha, há também exemplos recentes de abdicação do chefe de Estado. Noutros países, como a Dinamarca, a Noruega e a Suécia, não há tradição de abdicação”, começa por esclarecer.
No comunicado, a Casa Real relembra ainda que “a última vez que um governante dinamarquês renunciou voluntariamente ao trono antes da sua morte foi em 1146, quando o rei Erik III Lam se retirou para um mosteiro.”.