Fazer parte da monarquia britânica vai muito além de ostentar títulos ou protagonizar cerimónias sumptuosas. Existe um conjunto de regras, muitas vezes silenciosas, que orienta desde o comportamento em eventos públicos até às decisões mais íntimas. Algumas são tradições centenárias, outras foram adaptadas à modernidade, mas todas são levadas muito a sério. Juntas, ajudam a preservar a imagem de uma instituição que carrega um peso simbólico incalculável.
1. O contacto físico e a postura em público
Durante décadas, aproximar-se de um membro da realeza exigia uma formalidade rígida e distância. O gesto mais comum era o aperto de mão, e apenas se a iniciativa partisse do monarca. No entanto, este “muro” começou a ruir com a Princesa Diana (1961-1997), que quebrou o silêncio do protocolo com a sua proximidade e abraços espontâneos. Hoje, embora os Príncipes de Gales, William (43) e Kate (44), mantenham uma postura alinhada com a elegância institucional, é cada vez mais comum vê-los em interações calorosas com o público.

2. O mistério das alianças masculinas
Um detalhe que desperta curiosidade é o uso da aliança de casamento. Sabia que não é obrigatório para os homens da família real? Figuras como o Príncipe Philip (1921-2021), o Rei Carlos III (77) e o Príncipe William optaram por seguir a tradição aristocrática de não usar anel. Contudo, o Príncipe Harry (41) decidiu romper com este costume e usa orgulhosamente a sua aliança desde o casamento com Meghan Markle (44).

3. Autógrafos e a ‘febre’ das selfies
Dar autógrafos é algo terminantemente proibido, principalmente por questões de segurança, para evitar a falsificação de assinaturas reais. Quanto às selfies, embora o protocolo oficial as desaconselhasse no passado por envolverem uma proximidade excessiva, a realeza rendeu-se à modernidade. É frequente ver Kate a sorrir para as câmaras dos telemóveis dos fãs e o próprio William já foi visto a aceitar aparelhos de populares para tirar ele próprio a fotografia.
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4. O novo olhar sobre o divórcio
Houve um tempo em que casar com pessoas divorciadas era um escândalo capaz de abalar o trono. Hoje, a realidade é distinta. O Rei Carlos III oficializou a sua união com a Rainha Consorte Camilla (78) após ambos terem vivido casamentos anteriores. Também Harry casou com Meghan Markle, já divorciada, provando que a Coroa aprendeu a lidar de forma mais aberta com situações que outrora seriam impensáveis.
5. Viagens em família: Segurança vs. Afeto
Antigamente, os herdeiros diretos evitavam viajar no mesmo avião para garantir a continuidade da linha de sucessão em caso de acidente. Embora a tradição de precaução permaneça, William e Kate optaram por viajar frequentemente com os três filhos, priorizando a unidade familiar face ao antigo protocolo de segurança.

6. A política de presentes
Receber mimos faz parte da rotina, mas nem tudo pode ser aceite. Para evitar conflitos de interesses, itens de alto valor não pertencem ao membro da família que os recebe; são registados e passam a integrar a coleção oficial da Coroa. Presentes simples, como flores ou desenhos feitos por crianças, são aceites com agrado e sem restrições.
7. O guarda-roupa como mensagem institucional
Em Windsor, vestir-se nunca é apenas uma escolha estética. A roupa deve ser modesta, elegante e apropriada, nunca desviando as atenções do papel institucional. Se Diana unia sofisticação e praticidade, Kate Middleton tornou-se icónica ao misturar peças clássicas com marcas acessíveis, mantendo sempre a sobriedade que se espera de uma futura rainha.
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8. O “proibido” marisco
Pode parecer estranho, mas em compromissos oficiais, especialmente no estrangeiro, os frutos do mar são evitados. O motivo é puramente pragmático: o risco de intoxicações alimentares. Para quem representa a Coroa, adoecer não é apenas um incómodo pessoal, mas um problema diplomático que poderia obrigar ao cancelamento de visitas de Estado e encontros planeados há meses.