Nesta terça-feira, dia 16 de junho, o Rei Carlos III (77) e a Rainha Camilla (78) deram início, com pompa e elegância, ao tradicional desfile de carruagens rumo ao Royal Ascot, um dos eventos hípicos mais aguardados e glamorosos do calendário britânico. As carruagens percorreram o trajeto clássico entre aplausos entusiásticos do público, que não perdeu nenhum detalhe dos looks reais — e um acessório em particular acabou por roubar todas as atenções.
Uma Joia que Atravessa Séculos
De acordo com o Royal Collection Trust, o Cullinan V é uma das nove pedras principais resultantes do corte do Cullinan Diamond — o maior diamante bruto de qualidade gemológica já extraído em toda a história da humanidade. Descoberto em 1905, na África do Sul, o Cullinan original pesava impressionantes 3.106 quilates em estado bruto, e a sua divisão em pedras menores deu origem a algumas das joias mais valiosas e simbólicas do mundo.
Segundo o conceituado jornal britânico Town & Country, foi o próprio governo sul-africano que adquiriu as principais pedras resultantes do corte e as ofereceu à Rainha Mary (1967-1953), em 1910, num gesto de enorme generosidade diplomática e afeto para com a Coroa britânica.
Com o passar dos anos, as pedras seguiram caminhos distintos dentro do acervo real. O Rei George V (1865-1936) determinou que o Cullinan I e o Cullinan II fossem incorporados a duas das mais emblemáticas insígnias da monarquia britânica: o Ceptro do Soberano e a Coroa do Estado Imperial, respectivamente — peças que, até hoje, continuam a ser utilizadas nas grandes cerimónias de Estado.

Tradição que segue viva
Ao longo das décadas, o Cullinan V foi um acessório marcante nos visuais das rainhas britânicas. Ao resgatá-lo para o Ascot, Camilla mostrou que tem olho — e que sabe muito bem o peso simbólico de cada escolha que faz.