Numa demonstração de profunda empatia e proximidade com o povo espanhol, os reis Felipe VI (58) e Rainha Letizia (53) deslocaram-se de surpresa ao pavilhão desportivo de Villamanta. Os monarcas fizeram questão de confortar pessoalmente as dezenas de famílias que tiveram de abandonar as suas casas devido aos graves incêndios que assolam a região de Madrid. “Queremos mostrar o nosso carinho, apoio e compreensão a todos os evacuados“, sublinhou o monarca, enquanto a rainha destacou a enorme gratidão demonstrada pelas vítimas perante o apoio recebido.
Esta deslocação solidária apanhou a opinião pública de surpresa, uma vez que não constava da agenda oficial distribuída pela Casa Real para esta semana de verão. Don Felipe viajou logo pela manhã desde Palma de Maiorca, onde cumpria os seus primeiros compromissos estivais na ilha, aterrando na base aérea de Torrejón de Ardoz. Antes de se reunir com a mulher, o soberano fez questão de passar pelo Quartel-General da Unidade Militar de Emergências para analisar o ponto de situação.
Já no pavilhão La Chopera, os soberanos espanhóis estiveram acompanhados por altas entidades locais, entre as quais a presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso (47). O casal real percorreu o espaço de acolhimento para ouvir os relatos das populações retiradas de localidades como Villa del Prado e Aldea del Fresno. A pedido expresso da Coroa, o momento no interior do espaço decorreu sem a presença de câmaras de televisão, garantindo total privacidade e respeito pelo sofrimento dos desalojados.
A preocupação com o avanço implacável do fogo em várias áreas de Espanha tem marcado prioritariamente a atuação do chefe de Estado ao longo dos últimos dias. Mesmo durante a sua permanência em solo maiorquino, Don Felipe manteve-se sob constante vigilância em articulação com as autoridades de proteção civil e militares. A atitude reflete um compromisso habitual da família real, que no ano anterior já se tinha desdobrado em visitas às zonas devastadas em Castela e Leão, Extremadura e Galiza.
Com esta iniciativa humanitária, os monarcas voltam a demonstrar a sua dedicação incondicional em momentos de crise nacional, colocando o dever acima das férias estivais. O gesto foi amplamente enaltecido pelas populações locais e pelos operacionais envolvidos nas difíceis tarefas de combate às chamas, reforçando o papel unificador da instituição monárquica nos momentos mais difíceis.
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