A varanda do Palácio de Buckingham é um dos palcos mais vigiados do mundo. Quando a família real ali aparece, tudo — desde o aceno ao ângulo do olhar — é cuidadosamente planeado. No entanto, na edição deste ano das celebrações, um membro da realeza decidiu quebrar as regras não escritas e protagonizou uma cena que rapidamente se tornou o centro das atenções.
Enquanto o Rei Carlos III (77), a Rainha Camilla (78) e o Príncipe e a Princesa de Gales observavam a multidão, um outro membro da família, com 90 anos, aproveitou um momento de distração para realizar um gesto insólito. Posicionado estrategicamente ao lado de uma coluna de pedra, acreditando talvez que passaria despercebido aos milhares de olhares e às lentes dos fotógrafos, o membro real retirou um objeto do bolso do casaco que, por norma, nunca vemos nestas ocasiões.
O que se seguiu foi uma sucessão de registos fotográficos e de vídeo, feitos a partir da sua própria perspetiva, documentando a multidão que se acumulava na frente do palácio. Para os especialistas em etiqueta real, a atitude foi vista como uma autêntica “gafe”, uma vez que o uso de dispositivos eletrónicos em momentos tão solenes é fortemente desencorajado — ou, em alguns círculos, considerado um desrespeito à sobriedade da instituição.
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A possível irritação do Rei
A atitude ganha contornos ainda mais curiosos quando nos lembramos da postura do atual monarca. É conhecido que o Rei Carlos III é um defensor acérrimo da etiqueta tradicional, exigindo que até o seu pessoal de apoio mantenha os telemóveis desligados durante o horário de trabalho. Esta política de “zero aparelhos” parece ser seguida à risca pelo Príncipe William (43), que recentemente admitiu a importância de manter a família longe do mundo digital, garantindo que os seus filhos não têm acesso a dispositivos móveis.
Uma “muleta” em tempos de luto?
No entanto, há quem peça alguma indulgência para com o autor deste gesto. Afinal, o Duque de Kent (90) — o protagonista desta quebra de protocolo — viveu um ano extremamente difícil, após a perda da sua esposa, a Duquesa de Kent (1933-2025). Para muitos, o telemóvel pode ter funcionado como uma “muleta emocional”, uma forma de gerir o nervosismo ou o vazio numa das suas primeiras aparições públicas sem a sua companheira de longa data.
Será que o Rei Carlos III tolerará esta quebra de etiqueta ou teremos um puxão de orelhas nos bastidores? O certo é que, por um instante, o telemóvel na mão do Duque foi a imagem mais humana e inesperada de um evento habituado à perfeição.