Inês Castel-Branco: “Não gosto que olhem para mim”
Aos 26 anos, a actriz não lida bem com o mediatismo
Inês Castel-Branco: “Não gosto que olhem para mim”
Começou a trabalhar aos 15 anos como modelo, mas é no papel de actriz que se sente feliz. Aos 26 anos, Inês Castel-Branco vive um dos maiores desafios da sua carreira ao interpretar o papel de uma prostituta, no remake da primeira novela portuguesa, Vila Faia. Não esconde que não gosta de falar sobre a sua vida pessoal, sobretudo da relação que mantém, há cerca de três anos, com Filipe Pinto Soares, e espera que o público a compreenda. Foi com a simpatia que lhe é característica que a actriz falou com a CARAS sobre esta nova fase que está a viver.- Como têm corrido as gravações da Vila Faia?Inês Castel-Branco – Uns dias correm melhor do que outros, principalmente porque sou muito exigente comigo própria…Acho que, no geral, tem corrido tudo muito bem. Não estava habituada a um ritmo tão alucinante, mas estou a adorar. Obriga-me a ser mais organizada!- Está a fazer o papel de uma prostituta, que, segundo sei, lhe deu muito trabalho de pesquisa… Como foi?- É um estímulo enorme ter de estudar para construir. A pesquisa foi tão importante para esta personagem que todos os dias me lembro de várias conversas que tive ou de excertos de livros que li. Procurei saber todos os termos, todos os rituais, o perfil dos clientes, o perfil dos proxenetas e, claro, o perfil das profissionais de sexo. Fui recebida por várias mulheres que, percebendo que eu não iria fazer nenhum juízo de valor, abriram o livro das suas vidas, todas elas muito difíceis, tristes, duras. Observei o que lhes custava contar aquele momento em que tomaram aquela decisão, a forma como falam da mentira, da discriminação, da falta de segurança, da falta de amor, do desejo de casar… Foi um estudo comovente e que me ajudou muito. Além disso, passei meses a ouvir fado, em especial a Mariza, e a passear nos bairros antigos alfacinhas… Adorei construir devagarinho a Mariette.