
Isabel de Palmela e D. Duarte de Bragança
Pedro Melo
Há jóias que são muito mais do que acessórios de luxo. E foi isso mesmo que a Tous quis mostrar com a colecção
Jóias para Vinte Poemas. A Embaixada de Espanha, em Lisboa, abriu as suas portas e convidou centenas de ilustres figuras das sociedades portuguesa e espanhola para apreciarem a beleza e exclusividade desta exposição.
Rosa Tous, proprietária da marca, veio de propósito a Lisboa para explicar o conceito por detrás desta mistura singular entre a qualidade joalheira e a arte da poesia:
"É uma compilação de jóias feita ao longo de 40 anos de trabalho. Cada uma tem uma história e um poema escolhido especialmente para ela. Queríamos dar a esta colecção um toque muito especial. Estamos aqui porque adoramos Portugal e é uma verdadeira emoção podermos apresentar esta exposição cá, com o apoio do embaixador de Espanha, que abriu as portas da sua casa para nos acolher."
Eugenia Martinez de Irujo também acompanhou a direcção da marca até Lisboa. A filha da duquesa de Alba desenha algumas colecções para a Tous e confessa que a joalharia é uma forma de dar liberdade ao seu lado artístico:
"Era uma área que não conhecia, mas com o tempo fui-me envolvendo e hoje adoro o que faço. Sou uma pessoa com uma grande necessidade de expressar a minha criatividade e desenhar jóias é uma forma de o fazer."
Com o fim da tarde a anunciar-se, o jardim do Palácio de Palhavã foi-se enchendo de conversas animadas, muitas delas sobre jóias, assunto, aliás, que a maior parte das mulheres gosta de comentar.
Gracinha Viterbo faz parte deste grupo e confessa que uma jóia pode acrescentar um toque pessoal a um momento que se quer recordar para sempre:
"As jóias com história atraem-me imenso. Por isso, opto sempre por usar peças que contem algo e que sejam especiais. E podem sê-lo porque alguém muito querido as ofereceu, ou mesmo pela maneira como as encontrei."