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Charles Kao, Williard Boyle e George Smith
Reuters
Os
"mestres da luz". Foi assim que o comité do Prémio Nobel se referiu aos investigadores a quem este ano foi atribuído o galardão na área da Física.
Charles Kao, de 76 anos,
Willard Boyle, de 85, e
George Smith, de 79, foram agraciados pelos seus trabalhos em fibra óptica e semicondutores, que, segundo a Academia Real das Ciências da Suécia,
"ajudaram a moldar as fundações das actuais sociedades em rede".
"Criaram várias inovações práticas para o dia-a-dia e providenciaram novas ferramentas para a exploração científica. [As investigações de Kao]
abriram caminho à tecnologia da fibra óptica que é hoje utilizada em quase todas as comunicações telefónicas e de dados. [Boyle e Smith]
inventaram um sensor de imagens digitais, o CCD (Charge-Coupled Device) que se converteu actualmente num olho electrónico em quase todos os domínios da fotografia", explica ainda o comité em comunicado.
Metade do galardão foi, assim, atribuído a Charles Kao, que nasceu em Xangai, mas tem nacionalidade britânica e americana, e os restantes 50 por cento serão divididos entre Williard Boyle, canadiano e americano, e George Smith, americano.