
Alfredo Rocha
Um projeto de família e uma história de amor unem-se num único espaço. Criado em 1981 por Vítor Seijo, um amante da cidade de Lisboa, o Páteo Alfacinha reproduz, na Ajuda, um típico bairro lisboeta com tudo aquilo que é a essência da cidade: uma barbearia, uma taberna, uma padaria e uma cervejaria, entre outros ambientes. Foi aqui que a CARAS se encontrou com Miguel Seijo, neto do fundador e atual proprietário do espaço, e com a mulher, Sílvia Gonçalves, retail manager da DIM, que se conheceram e casaram, precisamente, no Páteo Alfacinha.
– Há dois anos pegou neste espaço e reabilitou-o. Imagino que tenha aqui muitas memórias…
Miguel Seijo – Sim, claro, desde criança…
Sílvia Gonçalves – Com a memória acrescida de que foi aqui que nos conhecemos. Organizei aqui a minha festa de aniversário e fiquei completamente apaixonada pelo sítio e não só… [risos]
– Tornou-se óbvia a escolha do local para o casamento…
Sílvia – Só fazia sentido ser aqui, tanto pela nossa história em comum como pelo facto de ser um projeto do Miguel, que eu tenho acompanhado. Casámo-nos em abril. Convidámos toda a gente com o pretexto de ser uma festa de noivado, poucas sabiam que era realmente um casamento. Fizemos uma espécie de teatro a evocar a memória dos artistas que passaram pelo Páteo, depois houve um discurso do Miguel a pedir a minha mão e só mais tarde as pessoas começaram a perceber que era na verdade um casamento. Ninguém queria acreditar.
– E qual é o próximo passo, ter filhos?
Miguel – Queremos viver a vida, um dia de cada vez, muito apaixonados como estamos.
Sílvia – Claro, mas passa por aí… Vê-los correr por estes corredores é um sonho e quem sabe um dia eles deem continuidade a este projeto.
– Pensam nisso? Passar este património aos filhos?
Miguel – Existem valores muito mais importantes que os materiais. Sobretudo o valor de família, de tradição e que hoje em dia fazem mais sentido, já que é tudo tão rápido.