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Georgina Rodríguez, de 24 anos, falou com a revista espanhola XL semanal e, agora, foram revelados alguns pormenores da entrevista.
A jovem modelo deixou claro, de início, que preferia não falar muito sobre a sua família, “Não quero que esta entrevista seja tão intensa. Prefiro falar de cuidados físicos e de beleza e não da minha família“.
Quando questionada acerca dos tempos de escola, disse que, apesar de não chumbar, era focada no ballet. “Para mim, o ballet foi tudo, eu adorava e também me inculcou disciplina. Aos cinco anos, comecei a fazer dança clássica. Porém, como as minhas colegas do colégio faziam ballet, a minha mãe inscreveu-me, a mim e à minha irmã. Deixei de dançar aos 17 anos. Fui para Jaca procurar uma vida melhor porque não queria viver num sítio pequeno onde não há muito que fazer [Murcia]”, revelou.
Foi apenas quando conseguiu juntar algum dinheiro que Georgina viajou até Madrid. “Sempre fui muito determinada e não tinha medo. Sabia bem o que queria fazer com a minha vida. Cheguei sozinha a Madrid, com 19 anos, e pus um escudo. Mas claro que tive algum medo ao princípio“, admitiu.
Começou a trabalhar numa loja de roupa e, de modo a conseguir trabalhar no mundo do luxo, passou alguns meses em Inglaterra para aprender a língua. Quando regressou a Espanha, com 22 anos, começou a trabalhar na Gucci, onde apenas esteve oito meses.
“Ao princípio corria tudo muito bem até que saíram as fotografias de Paris [junto a Cristiano]. A imprensa identificou-me e tive de mudar de loja“, contou. Seguiu-se a Prada do El Corte Inglés, onde Georgina se revelou uma vendedora nata e teve ótimas avaliações.
“Sim [está segura das suas possiilidades], mas nunca me achei superior a ninguém, claro. Gostava de conseguir as coisas por mim mesma e jamais deixei que me ajudassem. Nunca! Não é uma questão de orgulho, sou realista. Se vejo que não consigo comprar algo muito caro não me preocupo”, afirmou a companheira de Cristiano Ronaldo.
Quando era pequena, sentia-se muito normal e nunca pensou seguir uma carreira no mundo da moda. Contudo, ao crescer, começou a receber elogios à sua beleza e forma física, algo que a levou a considerar ser modelo. “Ao chegar a Madrid, paravam-me várias vezes na rua e ofereciam-me cartões para ir às agências. Mas não podia pedir permissão no trabalho para fazer castings. Tinha de trabalhar para sobreviver”, relembrou.
Para já, Georgina não pensa fazer desfiles. “Estou a começar como modelo de beleza, mais do que de passerelle. Não tenho paciência no que toca a redes para ser blogger e vejo-me mais como modelo de fotografia. E também quero estudar marketing e cuidar dos meus filhos, claro“, disse.
Para a modelo, um negócio de sonho seria, contudo, aquele em que pudesse vender e ganhar para si mesma, “Gostaria de ser diretora de alguma boutique ou de montar uma empresa com a minha irmã. Porque eu vendia muito ao público e claro que gostaria de ganhar para mim mesma, não para os outros“.
Em dezembro de 2016, houve algo que mudou a vida da jovem: decidiu mudar-se com Cristiano ronaldo. Georgina ficou incomodada com a questão e disse, “não vou responder a isso porque não é apropriado nesta entrevista. Não é melhor começar de novo?“. Perante o ‘não’ do jornalista, acabou por comentar, “a minha vida mudou para melhor“.
Se teve medo de começar uma relação com Cristiano, sabendo que tinha um filho e gémeos a caminho? “Não. Sempre fui madura e, para mim, ter quatro filhos não é um fardo. Aceito-o muito bem e não imagino a minha vida sem os meus filhos“, afirma.
Um mês após ter deixado de trabalhar, em fevereiro de 2017, ficou grávida. Após o parto, esteve no centro de uma polémica, ao partilhar imagens suas a fazer exercício, algo que, segundo diz, não foi contra as indicações dos médicos, “pelo contrário“. “Tenho gente que não gosta de mim mas prefiro não ligar muito a isso e focar-me nas pessoas que me são queridas e não nas que me odeiam ou invejam. Prefiro pensar que posso usar a minha popularidade para ajudar outras pessoas“, contou.
Para finalizar, surge o tema dos filhos, mais detalhado. “Sempre quis adotar uma criança, dar-lhe uma oportunidade. Quando era pequena não brincava com barbies. Tinha um boneco branco e outro negro. Sempre tive muita ligação com crianças”, disse, acrescentando, “Como me vejo daqui a 10 anos? Com os meus [quatro] filhos maiores, não me vejo com mais filhos“.