
O Vice-Almirante Gouveia e Melo é o vencedor do Prémio Mérito e Excelência da 25ª edição dos Globos de Ouro, um galardão que recebe pelo papel que desempenhou entre fevereiro e setembro de 2021, à frente da Task Force para o Plano de vacinação contra a Covid-19 em Portugal. Atualmente, o nosso país ocupa o segundo lugar da lista de maior percentagem de população vacinada, a nível mundial.
Henrique Eduardo Passaláqua de Gouveia e Melo nasceu em Quelimane, Moçambique, em novembro de 1960. Aos 18 anos veio viver para Portugal, tendo ingressado na Escola Naval como cadete. Quatro anos mais tarde foi promovido a aspirante e em 1985 fez parte da esquadrilha de submarinos, onde ficou até 1992.
Ao longo da carreira fez vários cursos, de entre os quais se destacam o curso geral Naval de Guerra, a especialização em Comunicações e Guerra Eletrónica e o Curso de Promoção a Oficial General.
Gouveia e Melo liderou o Serviço de Treino e Avaliação da Esquadrilha de Submarinos e o Estado-Maior da Autoridade Nacional para o Controlo de Operações de Submarinos até 2002, tendo, mais tarde, ficado à frente deste serviço.
Durante o seu percurso foi ainda chefe do serviço de Informação e Relações-Públicas do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada, Diretor do Instituto de Socorros a Náufragos e chefe de gabinete do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada e 2.º Comandante Naval. Em 2017 foi promovido a Vice-Almirante e assumiu funções de Comandante Naval. Em janeiro de 2020 passou a Adjunto do Planeamento e Coordenação do Estado-Maior General das Forças Armadas.
Ao longo da sua carreira, Henrique Gouveia e Melo recebeu várias condecorações, das quais se destacam a de Comendador da Ordem Militar de Avis, Grande Oficial da Ordem do Mérito Naval – distinção atribuída no Brasil – e, mais recentemente, a 19 de agosto de 2021, foi condecorado por Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis, distinção que recebeu “pela sua carreira militar”, e acordo com o referido na página da Presidência.
No discurso de agradecimento, o Vice-Almirante lembrou que cumpriu a missão que lhe foi dada, mas que este é um prémio de todos. “Queria lembrar-vos que fui um militar que cumpriu uma missão que me deram, mas este prémio é um prémio de todos nós, de 8,5 milhões de portugueses […] que se vieram vacinar. Um grande aplauso aos jovens que, com mais dúvidas, também o fizeram”, começou por dizer.
“Não posso deixar de agradecer a todos os profissionais de saúde que foram incansáveis”, reforçou, destacando o papel fundamental que os enfermeiros desempenharam ao longo de todo o processo: “devemos muito a essa classe”. Os agradecimentos estenderam-se ainda ao Ministério da Saúde, a “espinha dorsal”, e a “32 camaradas [seus] que [o] acompanharam sempre neste processo de coordenação”, continuou, acrescentando que não iria ficar com o galardão em sua casa. “Este prémio não vai ficar na minha casa, mas no Ministério da Saúde, como sinal de uma batalha que todos nós vencemos, em conjunto”.
Por fim, lembrou que esta era uma batalha, e não uma vitória na guerra contra a pandemia: “Não podemos esquecer que no mundo não há vidas insignificantes, nem vidas menos importantes – somos todos seres humanos”, concluiu.