Para assinalar os 25 anos da morte de Beatriz Costa (1907-1996), Laurent Filipe dirigiu o documentário A Alegria É a Minha Religião, da autoria da sua mulher, a jornalista Paula Castelar, e de Henriques-Mateus. Na apresentação, que teve lugar no Hotel Tivoli Avenida da Liberdade, onde a popular atriz esteve hospedada nos últimos 30 anos da sua vida, o realizador disse à CARAS: “Após 25 anos de saudade, revisitamos Beatriz Costa, a sua inteligência e riso largo, que seduziram populares e eruditos. Na infância, dormiu ao relento, na mesma avenida do hotel onde residiria. Analfabeta na adolescência, tornar-se-ia escritora. A sua alegria de viver e o seu talento marcaram gerações e a história do cinema e do teatro de revista em Portugal e no Brasil. Fazer um documentário sobre Beatriz Costa é prestar homenagem a uma figura ímpar da cultura portuguesa, evidenciando também o seu profundo sentido de justiça e a sua enorme generosidade.”
Uma das atrizes e cantoras mais aclamadas do seu tempo, cuja imagem ficará para sempre associada ao seu corte de cabelo à la garçonne, com a icónica franjinha, Beatriz Costa estreou-se aos 15 anos como corista no teatro de revista, onde depressa se destacou, mas o seu nome é sobretudo recordado pelos seus desempenhos em filmes da época de ouro do cinema português, como O Pátio das Cantigas, Aldeia da Roupa Branca ou A Canção de Lisboa, no qual imortalizou a canção A Agulha e o Dedal.
Nesta apresentação estiveram presentes duas familiares da atriz, Beatriz e Francisca Dantas, sobrinha e sobrinha-bisneta, respetivamente.