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Jeffrey Epstein foi detido a 6 de julho de 2019, acusado de abuso sexual e tráfico de menores, tendo sido encontrado morto, por enforcamento, na sua cela a 10 de agosto do mesmo ano. Agora, que terminou o segredo de justiça sobre este caso, foram reveladas novas informações sobre a ligação de Bill Clinton e príncipe André ao caso Epstein.
O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e o príncipe André, irmão do rei Carlos III, são algumas das figuras de destaque cujos nomes aparecem numa lista de pessoas ligadas ao bilionário americano Jeffrey Epstein, encontrado morto na prisão em 2019 após ser acusado de exploração sexual de menores.
Os documentos judiciais vieram a público por determinação de uma juíza de Nova Yorque, que retirou o segredo de justiça de um processo movido contra a socialite britânica Ghislaine Maxwell, alegada cúmplice do empresário.
Os documentos recém-divulgados incluem referências a Virgínia Roberts Giuffre. Recorde-se que o príncipe André foi acusado em 2021, de abuso sexual por parte da advogada americana, num caso que remonta a uma altura em que a mulher era ainda menor de idade. Na altura e apesar dos desmentidos feitos por parte da casa real, a falecida rainha Isabel II decidiu retirar todas as funções reais ao Duque de York, despojá-lo dos seus títulos militares e proibi-lo de usar o tratamento de Alteza Real.
Há também um depoimento de Johanna Sjoberg, que descreve o facto de o duque de York lhe ter tocado no peito enquanto tirava fotografias. A história de Sjoberg já era pública, mas esta é a primeira vez que o seu depoimento é revelado.
Segundo outro documento, o caseiro de Epstein disse que o príncipe André telefonava para casa de Epstein cerca de uma vez por semana, embora sem referir em que período.
O total dos documentos, incluindo o material ainda por revelar, deverá integrar cerca de 200 nomes, incluindo algumas das pessoas que acusam Epstein, empresários proeminentes, políticos e outras personalidades.