
Autora de seis livros e mãe de Isabelle d’Orléans, de 13 anos, Diana de Cadaval esteve na inauguração da exposição As Janelas de Bela, de Bela Silva, patente na Loja das Meias, em Cascais, e falou com a CARAS sobre a sua paixão pela moda, o artesanato e a promoção da identidade portuguesa.
– Está com um “look” muito criativo. Sempre gostou de peças com cor, com vida. Quer falar do seu visual?
Diana de Cadaval – Este casaco é uma coleção minha. Foi desenhado por nós e bordado à mão por artistas da Índia. Está à venda na loja do Palácio de Cadaval, em Évora. A carteira também é outra peça de uma marca com quem trabalho, a Gustoko, é desenhada em Lisboa e bordada nas Filipinas. Cada peça é única. Adoro artesanato e acho fundamental apoiar os nossos artistas para que continuem com o seu know-how. No Alentejo temos feito um trabalho incrível com artesãos portugueses. Trabalhamos com marcas como a Fabricaal, que produz mantas alentejanas. Criámos uma linha chamada Cadaval.
– Nesta exposição de Bela Silva também há uma forte ligação entre moda e arte.
– Sou uma grande amiga da Bela e adoro o trabalho dela. Acho, de facto, maravilhoso quando o universo da moda se liga às artes, algo que hoje é uma grande tendência mundial. Temos exemplos incríveis, como Joana Vasconcelos com a Dior, ou a Bela Silva que desenhou um lenço para a Hermès.

– Pode contar mais sobre a “biblioteca viva” que está a nascer no Palácio Cadaval?
– Estamos a criar um espaço onde visitantes podem pesquisar e observar artesãos portugueses a trabalhar ao vivo. Este projeto também é parte da preparação para Évora como Capital Europeia da Cultura em 2027, onde teremos projetos com Joana Vasconcelos e outras iniciativas artísticas.
– Há muito orgulho em dar a conhecer a cultura portuguesa além-fronteiras?
– Sim, imenso. Temos artesanato lindíssimo: as cerâmicas, os barros, a coleção de couves da Bordalo Pinheiro, e até a cortiça. É uma questão de reinventar e apresentar ao mundo de forma inovadora.