A viagem de sonho de Cristina Ferreira (48) pela Indonésia continua a ser uma jornada de descobertas que vão muito além da estética dos postais. Depois de ter partilhado a beleza avassaladora das paisagens, a apresentadora da TVI utilizou as suas redes sociais, esta quarta-feira, 8, para abrir uma janela sobre um dos momentos mais marcantes da sua estadia em Sumba: o contacto direto com uma aldeia local apoiada pela fundação do hotel Nihi.
‘Tudo pobre, mas tão colorido’
Ao visitar uma das comunidades ancestrais da ilha, Cristina Ferreira não escondeu a emoção ao descrever o contraste entre a escassez material e a riqueza humana. Num relato sentido, a estrela da televisão portuguesa falou sobre a vivência local, onde os homens da aldeia trabalham no hotel, mas mantêm o modo de vida tradicional.
“Mostrou a casa com orgulho e o porco que dorme em baixo”, escreveu Cristina, referindo-se ao habitante que a guiou pelo povoado. A apresentadora destacou a ausência de inveja entre os vizinhos e a união familiar que rege aquele povo, sublinhando que, mesmo com propostas de melhores condições habitacionais, a comunidade escolhe manter as suas raízes: “Vivem ali em família, numa união com regras, mas sem nenhum sentimento de inveja”.
O mistério e a espiritualidade de Sumba
O olhar atento da apresentadora captou detalhes fascinantes da cultura sumbanesa, desde a proximidade dos túmulos ancestrais junto às casas — que espelham a ligação contínua entre os vivos e os mortos —, até às crenças sobre a partida. Cristina revelou ainda um pormenor sobre as tradições locais: “Hoje fiquei a saber que se morrerem de acidente ou se se suicidarem são sepultados longe, para não atrair más energias”.
O relato reflete a admiração de Cristina pela forma como os locais lidam com a vida e a doença, entregando-se aos deuses e mantendo uma alegria e aceitação que a apresentadora descreveu como “avassaladora”.
O toque português a 15 mil quilómetros de casa
Entre a reflexão profunda, houve ainda espaço para uma curiosidade que deixou os seus seguidores surpreendidos. Cristina Ferreira revelou que a sua ligação a este recanto remoto de Sumba é, ironicamente, muito próxima de Portugal: o mentor do hotel onde está hospedada reside a maior parte do tempo em solo português, e a diretora da unidade hoteleira é casada com um português.
Com 15 mil quilómetros a separá-la de casa, Cristina Ferreira reafirma que Sumba não é apenas um destino de férias, mas um lugar que «fica no coração», provando, uma vez mais, que esta é a viagem que mudou a sua forma de ver o mundo.
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