Desde o momento em que o Príncipe Harry (41) e a sua esposa, Meghan Markle (44), abdicaram das suas funções reais e mudaram-se para a Califórnia, nos Estados Unidos, no decorrer do ano de 2020, o filho mais novo do Rei Charles III (77) nunca mais recuperou a harmonia com a Família Real britânica.
O distanciamento afetou de forma particularmente severa a ligação com o seu irmão mais velho, o Príncipe William, herdeiro do trono. Revelações recentes demonstram que a gravidade da situação supera as estimativas públicas anteriores. De acordo com fontes exclusivas citadas pela revista Us Weekly, desde essa época — que dista já seis anos no passado — “não existe uma comunicação direta” entre Harry e William.
A rutura de canais é de tal forma profunda que os irmãos não “se mandam mensagem, se ligam, nem mandam e-mail”, conforme fez questão de destacar o informante.
A ausência de diálogo impõe um cenário doloroso, considerando o passado que partilharam. “Eles são as únicas duas pessoas vivas que sabem como foi a própria infância”, enfatizou a mesma fonte, aludindo ao facto inegável de ambos terem partilhado de perto a dor e o luto quando eram ainda crianças, aquando da trágica perda da mãe, a Princesa Diana, num terrível acidente de viação em Paris, em 1997, quando esta contava apenas 36 anos de idade.

O isolamento parece pesar no íntimo do Duque de Sussex. “Harry sente mais falta de William do que da ‘instituição’. Ele sente falta de ter alguém para quem não precisa explicar nada”, acrescentou o confidente à publicação. No entanto, o entendimento recíproco encontra barreiras firmes do outro lado do Canal da Mancha: “William não está pronto [para fazer as pazes].”
Panorama pouco animador
Mesmo com o recente regresso de Harry a solo inglês, motivado pela sua presença no evento oficial que marca a contagem decrescente de um ano para os Invictus Games 2027 — que terão lugar na cidade de Birmingham —, os observadores reais apontam que não haverá qualquer aproximação.
Acredita-se firmemente que o Príncipe de Gales não se encontrará com o irmão mais novo. “Vão se evitar o máximo possível”, afirmou o autor e especialista em assuntos da realeza, Christopher Andersen, sem deixar de ressalvar, contudo, que “ainda há uma pequena esperança” de que os dois irmãos se possam reunir futuramente.
Por seu turno, a também especialista na monarquia Emily Nash corroborou a gravidade do panorama atual: “Não há comunicação entre eles nesse momento. É muito triste para todos os envolvidos, mas eles estão muito ocupados lidando com suas vidas. E eu acho que Harry tem mais relação com o seu pai [o Rei Charles III], então talvez vai focar nisso por enquanto”.
É importante recordar que a publicação da polémica autobiografia de Harry, intitulada “Na Sombra“, contribuiu para aprofundar a discórdia histórica. Na obra, Harry expôs com pormenor as dificuldades decorrentes do seu papel como irmão mais novo do futuro rei, detalhando inclusivamente confrontos físicos reais ocorridos entre ambos.
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