
Francisco d’Orey e Eda-Ines Etti
Mário Galiano
Ele é um modelo português, ela uma cantora estoniana. Conheceram-se numa festa em Nova Iorque há cerca de um ano e imediatamente sentiram uma boa empatia que, rapidamente, se tornou algo mais. Agora, namoram entre viagens e acreditam num futuro juntos, só não sabem bem onde. A CARAS quis conhecer melhor a história de amor de
Francisco d’Orey, de 38 anos, e
Eda-Ines Etti, de 28, e encontrou-se com o casal numa tarde à beira-mar, durante a segunda visita da cantora a Portugal.
– Como fazem para que a vossa relação resulte, já que o Francisco reside em Portugal e a Eda na Estónia…
Eda-Ines – Falamos todos os dias várias vezes. O Skype é o nosso melhor amigo. Acho que esse é o segredo quando se está numa relação assim à distância. Mas ainda assim, apesar da longa distância, conseguimos encontrar-nos várias vezes. Ou o Francisco vai à Estónia ou venho eu a Portugal, encontramo-nos também pelo resto da Europa, como em Barcelona… E fizemos há pouco uma viagem à África do Sul.
Francisco – Ficámos lá um mês e meio, foi maravilhoso. Tem sido muito bom conhecermo-nos assim, passo por passo…
– Não deve ser fácil lidar com a distância…
Eda-Ines – Nós estamos sempre a planear viagens para saber quando nos vamos ver e quem vai onde. Não é assim tão difícil gerir as coisas e fazer com que resulte.Francisco – Por vezes acompanha-me nas minhas viagens de trabalho, e eu a ela, de modo a passarmos mais tempo juntos, como foi o caso de Barcelona, em que a Eda foi comigo. Aliás, o meu trabalho até corre melhor se ela estiver comigo, ando mais feliz, e isso reflecte-se depois…
– E como lidam com as saudades?
– Sentimos muitas saudades um do outro, mas tentamos não levar isso a um extremo e não passarmos demasiado tempo afastados. Felizmente temos meios e possibilidades para isso. Somos pessoas habituadas a viajar, para ela não é nenhum pesadelo vir a Portugal, nem para mim é um drama ir à Estónia.
– E até quando pensam viver assim?
– Claro que não queremos fazer isto para sempre. Se a nossa relação avançar como planeado, obviamente que não vai dar para estarmos assim à distância. Mas ainda não sabemos se ficaremos em Portugal, na Estónia ou noutro país da Europa.
– Mas já falam em casamento e filhos?
– Sim, o que é normal em dois jovens apaixonados. Falamos sobre tudo um com o outro, e esses temas fazem parte das nossas conversas. Gosto de pensar em nós a vivermos por cá, pela Estónia ou talvez algures no meio. Por que não? Depende também do progresso das nossas carreiras. Vamos ver o que o futuro nos reserva.
– Tanto um como o outro têm profissões em que são bastante assediados. Como lidam com os ciúmes?
Eda-Ines – Sou péssima a falar de relações em geral… Mas se quer saber, sim, sou um pouco ciumenta. Acho que toda a gente é. Temos é que ser espertos e saber controlar os ciúmes.
Francisco – Não sinto que os ciúmes interfiram na nossa relação. Aproveitamos o tempo que estamos juntos para desfrutarmos da companhia um do outro e para gozar esta fase boa que estamos a viver e não para nos aborrecermos com ciúmes.
Eda-Ines – Também não sinto isso, talvez sejam só uns ciúmes engraçados.
– Outra barreira na vossa relação é a língua. Vocês namoram em inglês…
Francisco – Sim, poderia ser uma barreira, mas não é. Para nós tem sido uma evolução na aprendizagem do inglês. Tenho uma prima casada com um holandês a viver na Austrália e são bastante felizes. Ela fala holandês e ele português, os filhos, que têm entre três e cinco anos, falam as duas línguas mais o inglês, o que é fantástico. Portanto, quando olho para estes bons exemplos na família, mais certezas tenho.
– Com tantas viagens, já tiveram oportunidade de conhecer as famílias um do outro?
Eda-Ines – Sim. Eu adoro a família do Francisco. Acho os portugueses muito calorosos, simpáticos, inteligentes… É um país de que gosto muito, portanto, só poderia mesmo gostar da sua família e dos seus amigos. Adoro Lisboa.Francisco – A minha família também simpatizou logo com a Eda, gostaram muito dela. E quando ouviram a música da Eda, ficaram maravilhados, o que foi muito importante para mim. Eu também já conheço parte da família dela e gosto deles todos. Temos a bênção das famílias, como vê.