Caras

Fez 50 anos no dia 27 de junho e, ao contrário de outros anos, Marisa Cruz quis assinalar a data de forma especial, juntando os amigos e a família, entre a qual os filhos, João, de 18 anos, e Diogo, de 14, do seu casamento com o ex-futebolista João Vieira Pinto, de quem se separou em 2013. Garante que a idade não lhe pesa, que se sente com energia, e que a vida se encarregou naturalmente de a posicionar onde queria estar com esta idade, disse-nos a modelo quando a encontrámos no NOS Alive.
“Sempre fui uma pessoa tranquila, nunca fui dada a depressões, sempre levei a vida com otimismo, mas foi assustador.”
À conversa veio ainda um tema premente, mas que ainda é visto com algum estigma: a menopausa. “Comecei a entrar nesta fase há dois anos e senti um peso enorme, até mesmo vergonha, por achar que estava acabada. Sempre fui uma pessoa muito tranquila, nunca fui dada a depressões, sempre levei a vida com otimismo, mas emocionalmente foi assustador. Mas é só mais uma fase da vida e como todas as fases têm o seu lado bom e o seu lado mais desafiante, e é isso que nestes dois anos tenho vindo a perceber, a aceitar, para estar em paz comigo”, revelou.

Tinha apenas 10 anos quando foi selecionado para se juntar ao elenco de O Fabuloso Destino de Amélie, uma comédia romântica de Jean-Pierre Jeunet que foi nomeada para cinco Óscares, e entrou em vários outros projetos ligados à representação, mas ter protagonizado uma série americana da Netflix marcou uma viragem na sua carreira de ator. Depois de ter dado vida ao guitarrista Benoît em Emily em Paris, Kevin Dias passou a ser reconhecido um pouco por todo o mundo.

A CARAS conversou com o ator, de 32 anos, a propósito da sua participação no filme Podia Ter Esperado por Agosto, realizado por César Mourão, que lhe deu a oportunidade de conhecer melhor o país onde, garante, está o seu coração. “Conhecia bem Lisboa, mas gravámos no Norte, em Soajo, que fica em Arcos de Valdevez, e não conhecia bem essa parte do país”, admite o ator luso-descendente, que tem raízes minhotas, já que o pai nasceu em Guimarães e os avós têm uma casa entre Melgaço e Monção. “Portugal passou a ser o meu país favorito e Lisboa a minha cidade de eleição. Sinto–me muito bem aqui. Em vez de Emily em Paris vai ser Kevin em Lisboa”, brincou, adiantando: “Não é muito seguro viver em Paris neste momento, pelo que estou a ponderar mudar-me para cá com o meu filho”, referindo-se a Milo, de 2 anos, que nasceu da sua relação, entretanto terminada, com a modelo francesa Margot Milani.
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Nasceu em Coimbra, a 12 de outubro de 1984, e desde muito cedo que conviveu com fogões, tachos e panelas. Aos 12 anos, Hélder Ribeiro já apoiava a família na organização de eventos e, a partir dos 16, começou a mostrar aptidão para a confeção de esculturas de fruta [fruit carving]. Abraçou precocemente o mundo da hotelaria e todas estas vivências acabaram por lhe proporcionar uma visão rica e diversificada sobre o setor. Em 2004, criou o seu próprio negócio, abrindo um restaurante em Arganil, no distrito de Coimbra, onde veio a comprovar a vontade de cozinhar pratos tradicionais da região das Beiras, tendo como mentora a sua mãe. Em 2012, acabou por ingressar na Escola Superior de Turismo e Hotelaria de Seia, onde tirou o curso de Restauração e Catering, iniciando a carreira profissional como cozinheiro no restaurante Mesa de Lemos, orientado pelo chef Diogo Rocha.
“O meu desafio é continuar a inovar, surpreender e cativar clientes.”
Há oito anos, abraçou o desafio de chefiar a cozinha do restaurante Quinta de Cabriz, em Carregal do Sal, onde permanece até hoje. A sua inspiração, garante, vem de todas as vivências que o ajudaram a crescer e o levaram a apaixonar-se pelo mundo da cozinha. No seu dia a dia, tenta dar prioridade aos produtos sazonais e tradicionais de todas as regiões de Portugal, embora manifeste um carinho especial pela gastronomia das Beiras. “O desafio é continuar a inovar, surpreender e cativar clientes com criações gastronómicas tradicionais, levando sempre até à mesa a verdadeira essência da cozinha beirã”, assegura Hélder Ribeiro.
Receita: Arroz de açafrão e garoupa por “chef” Hélder Ribeiro

Ingredientes (6 pessoas):
Para o arroz:
• 1,5 kg de garoupa cortada aos cubos
• ¼ pimento vermelho sem pele
• ¼ pimento verde sem pele
• 2 dentes de alho
• 600 g de arroz carolino do Baixo Mondego
• 2 cebolas grandes
• 1 tomate maduro
• 1 c. de sopa de pasta de tomate
• 1 folha de louro
• Sal e pimenta q. b.
• Açafrão q. b.
• Picante a gosto
• Coentros q. b.
• 1 copo de vinho branco Cabriz Colheita Selecionada
• Limão
Para o caldo:
• 1 cabeça de garoupa pequena (ou metade)
• 1 cebola
• 2 cenouras
• 1 funcho
• 2 alhos-franceses
• 1 folha de louro
Preparação:
Começar por fazer o caldo colocando num tacho a cabeça da garoupa, a cebola, as cenouras, o funcho, o alho-francês e a folha de louro. Cobrir de água e deixar cozer lentamente.
Entretanto, picar a cebola e os alhos e levar a alourar em azeite. Quando a cebola estiver translúcida, juntar os pimentos e os talos dos coentros e deixar cozinhar mais um pouco. Juntar o tomate, sem pele nem sementes, a pasta de tomate e o açafrão. Deixar cozer lentamente. Se necessário, juntar uma concha do caldo de peixe anteriormente preparado. Temperar com sal, pimenta e picante. Adicionar o vinho e deixar evaporar. No final, triturar o preparado e passar pelo coador. Juntar o caldo, deixar levantar fervura, e adicionar então o peixe, deixando cozer durante 10 minutos. Retirar o peixe e deixar arrefecer.
Levar o arroz a cozer, com o tacho tapado, durante 10 minutos. Lascar o peixe da cabeça, retirando peles e espinhas, e envolver no arroz. Finalizar com coentros picados e pimentos aos cubos. Refrescar com raspa e sumo de limão a gosto e servir de imediato.
Fotos: D. R.

Foto: Getty Images
Desde a pandemia de Covid-19 que a filha mais velha de Ben Affleck e Jennifer Garner, Violet, de 18 anos, recorre ao uso da máscara na maioria das vezes em que aparece em público, o que tem gerado alguma preocupação em relação ao seu estado de saúde. Um mistério que foi desfeito pela jovem, que falou abertamente sobre a natureza do problema que a afeta.
“Fui diagnosticada com uma doença pós-viral em 2019. Estou bem agora, mas vi em primeira mão que a medicina nem sempre tem respostas para as consequências.”

Foto: Getty Images
Fê-lo perante o Conselho de Supervisores do Condado de Los Angeles, nos Estados Unidos, explicando que ficou com sequelas pós-Covid e apelando a que se mantenha a prevenção e algumas medidas restritivas que incluem não só o uso de máscaras, como o acesso a testes gratuitos para despistar a doença. “Olá, sou Violet Affleck, residente em Los Angeles, eleitora pela primeira vez, e tenho 18 anos. Fui diagnosticada com uma doença pós-viral em 2019. Estou bem agora, mas vi em primeira mão que a medicina nem sempre tem respostas para as consequências, mesmo de vírus menores”, disse, de forma eloquente, naquele que foi um discurso muito elogiado. “Uma em cada dez infeções resulta em Covid prolongado, uma doença neurológica e cardiovascular devastadora que pode privar as pessoas da capacidade de trabalhar, de se mover, ver e até pensar”, continuou, chamando a atenção para a importância da prevenção. “Exijo que sejam disponibilizadas máscaras que tenham em conta a filtragem de ar e luz UV-C [usada como desinfetante que inativa quase todos os tipos de microrganismos, como vírus, bactérias e alergénios] em instalações governamentais, incluindo prisões e centros de detenção. Devem expandir a disponibilidade de testes e tratamentos gratuitos de alta qualidade e, o mais importante, o condado deve opor-se a proibições de uso de máscaras por qualquer motivo”, rematou com convicção.

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Após tempos conturbados por ter sido alvo de acusações de violência doméstica por parte da antiga companheira, Susana da Silva, o ator António Pedro Cerdeira, de 54 anos, esteve no NOS Alive ao lado da atual namorada, Marisa Varandas, que conheceu em 2023, quando ambos participaram nas marchas da Malveira da Serra. Esta foi a primeira vez que surgiram juntos em público.
“Estou numa fase boa. Soube-me bem afastar-me durante algum tempo. Fazia-me falta esta paragem.”

“Viemos ver Pearl Jam. Sou fã da banda. Ela também gosta muito de música, inclusive canta, portanto, fazia sentido. E também aproveitámos para passear um bocadinho”, disse-nos Cerdeira, que assumiu, ainda, estar numa etapa “muito tranquila” da sua vida: “Estou numa fase boa, positiva. Soube-me bem afastar-me durante algum tempo. A última novela, assim como outros aspetos da minha vida, cansaram-me muito. Fazia-me falta esta paragem para ganhar forças e agora estou preparado para voltar.”
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Em criança ficava siderada a olhar para as entrevistas que Margarida Marante e Miguel Sousa Tavares conduziam na televisão. Por isso, Cátia Nobre, hoje pivô da CNN Portugal, cresceu entre as brincadeiras nas ruas da sua aldeia, Carvalhal de Aljubarrota, perto de Alcobaça, e o pequeno ecrã que a levava a viajar por todo o mundo.
A jornalista, de 34 anos, decidiu cedo que o seu caminho seria feito na Comunicação Social, mas a adaptação a Lisboa, para onde se mudou para estudar, foi difícil e quase a levou de volta a casa. Foi o marido, Tiago Brochado, realizador na SIC, quem a ensinou a gostar de Lisboa e a fez ficar. Mãe de João, de 8 anos, e Maria, de 3, admite que a dinâmica familiar é, por vezes, caótica, mas que encontram sempre o rumo, tal como gostaria que acontecesse na atual sociedade, que vê a desmoronar-se na sua essência.
– Deixou recentemente a TVI para começar um novo desafio na CNN, onde já tinha estado. O regresso entusiasma-a?
Cátia Nobre – Sinto-me altamente entusiasmada na CNN. É o canal de informação líder em Portugal, com um cariz que, enquanto jornalista, me permite crescer, sentir-me realizada e com orgulho no que faço. Necessariamente, há menos exposição nos canais de cabo, ao contrário dos generalistas, mas não é isso que me move. O que me move é sentir-me completa nas várias vertentes do meu trabalho, e sinto que na CNN tenho espaço para isso, portanto, estou feliz com este regresso.
– De que forma esta mudança afeta as suas rotinas?
– No essencial, a minha rotina vai ser pouco alterada. Poderei entrar um pouco mais tarde, sairei mais tarde também, mas a tempo de manter igual tudo o que diz respeito à dinâmica com os meus filhos. É importante nesta fase, em que ainda são pequenos, conseguir estar presente e ser sempre um apoio para eles.
– Sendo de uma aldeia longe das grandes cidades, é difícil conseguir entrar no meio. De que forma começou a sua aventura?
– Vim para a Escola Superior de Comunicação aos 18 anos e foi um percurso muito atribulado. Sou de uma aldeia e muito menina da mamã, mimada. Sempre gostei de viver ali, mas sabia desde cedo que queria ser jornalista e que não iria ser na aldeia, mas sair do ninho foi uma coisa que me custou muito. Ao início, queria desistir, não queria continuar em Lisboa. Só a partir do momento em que conheci o meu marido é que comecei a fazer as pazes com a cidade.

– Ou seja, os primeiros anos envolveram muito esforço da sua parte.
– Envolveram um enorme esforço. Ainda hoje sinto que casa mesmo é Carvalhal de Aljubarrota, porque a nossa infância é o que nos marca para a vida toda, é o nosso alicerce. Mas hoje em dia também consigo ver Lisboa como casa. Estou com os meus filhos, o meu marido. A minha família está aqui também. Antigamente, era com alguma dor que me mantinha cá. Sentia que as minha raízes não eram estas e que andava na cidade só a pairar.
– Depois de terminar a licenciatura, iniciou o seu percurso profissional onde?
– Comecei na TV Record Europa, em 2011. Depois, fui fundar a CMTV. Estive no canal oito anos, até que recebi o convite para ir para a CNN Portugal e mudei-me em 2021. Depois, em abril de 2022, fui para a TVI, e agora estou de regresso à CNN, durante o dia, o que gosto muito. Gosto de acordar cedo, de sentir que estou a apanhar tudo de raiz e do frenesim do dia.
– E é como pivô se sente realizada?
– Estar a apresentar um jornal é o que tem sido a maior parte do meu percurso. Pontualmente saio, mas sobretudo para conduzir emissões, e adoro. Sou muito tímida, apesar de às vezes poder não parecer, e a televisão ajudou-me, deu uma volta completa na minha personalidade. O meu trabalho funciona quase como uma terapia. Adoro trabalhar, é uma parte fundamental da minha vida, sem a qual não me vejo. Portanto, estar em estúdio, para mim, não é um capricho, é algo que me preenche muito.
– Na infância, apesar de estar no seu mundo protegido, também era uma criança tímida?
– Era uma miúda tímida, doce, atenta, que ia chegando e conquistando as pessoas à minha volta e acho que transpus isso para a idade adulta. Durante sete anos fui filha única e portanto ouvia muito a conversa dos adultos e isso moldou-me. Também via muita televisão e o que me chamava mais a atenção eram as entrevistas da Margarida Marante e do Miguel Sousa Tavares. Não percebia nada das temáticas, mas ficava hipnotizada por ela, essencialmente pela forma como fazia aquele “bailado” com os entrevistados, como era forte e sóbria ao mesmo tempo.
– Mas no campo o horizonte é vasto. Sonhava para além do que via na televisão?
– Na minha aldeia os meus dias passavam-se a andar de bicicleta na rua e nela cabiam todos os sonhos, sem limites. E fui muito mimada pelos meus pais, pelos meus avós, o que não me estragou, pelo contrário, fez de mim uma pessoa bonita e segura.
– O gosto pelo Jornalismo chega, então, pela televisão?
– Penso que sim. Desde muito cedo que sabia que queria ser jornalista. Sempre esteve implícita a vontade de ser na televisão, mas não tinha coragem de assumir esse sonho perante mim própria, porque tinha medo de me defraudar. Achava que nunca chegaria à televisão. Tinha o mundo limitado de uma jovem que vivia numa aldeia. Mas a vida levou-me para lá.
“Os meus filhos são uma alegria muito grande na minha vida.”
– Entretanto, a par com a carreira, formou uma família.
– É verdade. Sou mãe do João e da Maria. Ela nasceu em plena pandemia e foi muito difícil. Os meus filhos são uma alegria muito grande na minha vida, embora com o João tivesse as ansiedades inerentes a uma aventura que se vive pela primeira vez. E quando esperava ficar com um filho único, engravidei da Maria. Não há amor mais bonito do que este. É o amor dos pais pelos filhos que nos faz não desistir de nada e que nos impele para tudo. É lindo e esmagador ao mesmo tempo. A maternidade é viver com essa dualidade do melhor e do pior e tentar um equilíbrio que, muitas vezes, é difícil.

– Tinha pensado em só ter um filho?
– Sim, achávamos que estávamos bem assim, que não precisaríamos de outro filho para acrescentar nada à nossa alegria, mas a Maria veio provar o contrário. Ela era a peça gigante que faltava no nosso puzzle.
– É fácil manter a dinâmica familiar trabalhando ambos em profissões nas quais nem sempre há horários?
– Não, nada fácil. Não somos o casal típico das nove às cinco. Temos de estar sempre a ver o calendário e ir gerindo. É um bocadinho caótico, mas lá nos vamos orientando.
– Como mãe, de que forma olha para as notícias, muitas vezes perturbadoras?
– Desde a pandemia que me questiono muito. Nunca pensei que quando tivesse filhos encontrariam o mundo neste estado. Há uma guerra na Europa, a explosão do conflito no Médio Oriente, outros conflitos latentes. Depois, assistimos ao surgimento de movimentos de extrema-direita em Portugal e na Europa que trazem ao de cima preconceitos, intolerância. É assustador. A sociedade está crispada, dividida, não há capacidade de esbater as diferenças, é tudo branco ou preto, e isso preocupa-me muito. Não era neste mundo que queria que os meus filhos crescessem. Preocupo-me que tenham uma visão de igualdade, de fraternidade e de estender a mão ao outro. O amor é a base de tudo e espero que sirva para, no futuro, fazerem as escolhas certas.
Agradecemos a colaboração de Annat, Aldo Shoes, Palácio Ludovice Wine Experience Hotel, Federico e Toga