No passado mês de março, quando a pandemia se fez sentir em força na Europa, a princesa Sofia da Suécia decidiu fazer um pequeno curso para poder dar apoio aos profissionais de saúde, tendo de seguida integrado a equipa de trabalho do Hospital Sophiahemmet, em Estocolmo. Este foi um gesto desde logo muito aplaudido, que ganhou ainda mais relevância quando a princesa decidiu, depois do verão, continuar o trabalho no hospital, coordenando-o com as suas funções institucionais.
Agora sabe-se que, além das críticas positivas que recebeu, Sofia Hellqvist pode também ser distinguida pelo trabalho que desempenhou. A princesa está nomeada para o prémio Herói do Covid 2020, uma categoria nova que a agência de marketing Consid incluiu nos galardões que entrega anualmente.
“Parece-nos importante prestar atenção às pessoas que causaram uma boa impressão no público e que contribuíram para mitigar o progresso da pandemia. Sua Alteza Real, a princesa Sofia, é o nosso ícone real, que escolheu colocar a bata branca e trabalhar no epicentro da pandemia de Covid-19. Fortaleceu-se em Sofiahemmet e informou a população sueca da gravidade da pandemia. Foi elogiada em todo o mundo pelas suas contribuições contra o coronavírus”, afirmou a própria agência, justificando o motivo da escolha.
Com esta nomeação, muitas foram as vozes críticas que surgiram, dado que, quando foi anunciado que a princesa seria voluntária no hospital, foi também dito que não trabalharia diretamente com os pacientes infetados, mas que ajudaria a aliviar a carga de trabalho de enfermaria, de forma a que o pessoal especializado pudesse ter mais tempo para dedicar aos pacientes com Covid-19. Nas redes sociais muitos mostraram-se incrédulos com esta nomeação. “Que teria sido do sistema de saúde sem a princesa Sofia?”, ironizou um usuário, enquanto outro afirmou que “se fosse noutro país acreditaria que era uma sátira, mas aqui acho perfeitamente possível”.
Apesar da onda de revolta nas redes sociais, a imprensa sueca avança que as hipóteses de a princesa ganhar o prémio são muito baixas, dado que concorre contra outros nomes como Anders Tegnell, o epidemologista responsável por traçar o plano que o país seguiu para fazer frente à pandemia. O vencedor será anunciado no próximo dia 21 de novembro.