Os últimos tempos não têm sido fáceis para a rainha Isabel II. Depois de ter sofrido um duro golpe em abril do ano passado, com a morte do marido, o príncipe Philip, aos 99 anos, a monarca voltou a sofrer três grandes perdas só no último mês.
No dia 3 de dezembro, a rainha despediu-se de Ann Fortune FitzRoy, duquesa de Grafton, com quem partilhou grande parte da sua vida. Tinha 101 anos e fazia parte do grupo de damas de companhia da rainha, com a qual passou cerca de 70 anos, tendo vivido ao lado de Isabel II alguns dos momentos mais importantes da sua vida, como o dia da Coroação. A aristocrata começou a trabalhar para a família real britânica em 1953 e durante este tempo acompanhou a rainha em alguns eventos públicos de relevo, como aberturas do Parlamento e nas viagens de Estado a Paris, Rússia e Nigéria.
Durante os primeiros anos na corte britânica, a duquesa foi dama de companhia da rainha, mas em 1967 passou a ocupar o posto mais alto dentro do grupo, ao ser eleita pela própria monarca como Mistress of the Robes.
Antes de terminar o ano, a rainha voltou a sofrer mais uma perda. Outra das suas damas de companhia, Lady Diana Farnham, morreu no passado dia 29 de dezembro, aos 90 anos. Lady Farnham tinha o cargo de Lady of the Bedchamber desde 1987, ocupando-se de ajudar pessoalmente a rainha e acompanhá-la em alguns dos seus atos oficiais. A ela coube o papel de, em 2012, acompanhar Isabel II durante a missa do Jubileu de Diamante, uma vez que o duque de Edimburgo se encontrava hospitalizado.
E se o ano de 2021 acabou mal, 2022 não começou melhor. No dia 5 de janeiro, a rainha perdeu outro amigo de longa data. O jornalista e treinador de cavalos Ivor Herbert tinha 96 anos e foi jornalista e cavaleiro. A sua carreira como cavaleiro foi interrompida depois de ter sofrido duas lesões no pescoço e durante vários anos escreveu sobre corridas de cavalos na imprensa britânica e era convidado assíduo no Castelo de Balmoral, a residência da família real na Escócia, segundo informações divulgadas pelo Daily Mail.