A princesa Beatrice (37) voltou a captar atenções esta semana ao surgir elegante num evento de moda, em Londres. Desta vez, porém, o tema que está a agitar os bastidores da realeza britânica vai muito além dos vestidos. Horas após a sua aparição pública, uma investigação do Escritório Nacional de Auditoria do Reino Unido revelou que o Rei Charles III (77) estará a subsidiar discretamente as habitações das sobrinhas, Beatrice e Eugenie (36), em propriedades pertencentes à Coroa.
Segundo o relatório, as princesas vivem há vários anos em imóveis situados em propriedades reais, pagando valores abaixo dos praticados no mercado — uma prática que já era conhecida nos bastidores, mas que ganhou nova dimensão após a divulgação oficial do documento. A revelação reacendeu o debate em torno dos privilégios no seio da monarquia.
Beatrice reside atualmente num apartamento no histórico Palácio de St. James, em Londres. Já a irmã, a princesa Eugenie, vive em Ivy Cottage, no interior do Palácio de Kensington, com o marido, Jack Brooksbank (40), e os filhos. Apesar de nenhuma das duas desempenhar atualmente funções oficiais na monarquia, ambas continuam ligadas à estrutura patrimonial da Coroa.
De acordo com a auditoria, os valores pagos pelas princesas situam-se abaixo dos praticados no mercado imobiliário de Londres. Eugenie pagará cerca de 64% do valor estimado para imóveis semelhantes, enquanto Beatrice suportará aproximadamente 68% do montante considerado padrão para propriedades da mesma categoria.

Princesa Eugenie e a sua irmã, Princesa Beatrice — Foto: Getty Images
Tudo por razões de segurança
Nos bastidores, a justificação apresentada pela Casa Real estará diretamente relacionada com as rigorosas questões de segurança. Por se encontrarem em zonas monitorizadas e sujeitas a um forte dispositivo de proteção, os imóveis terão limitações que impedem um funcionamento segundo uma lógica convencional de arrendamento comercial.
Outro ponto destacado no relatório prende-se com o facto de os custos não serem suportados por fundos públicos destinados às atividades oficiais da monarquia. Os pagamentos terão origem no Ducado de Lancaster, património privado do Rei Charles III, tradicionalmente utilizado para despesas pessoais do soberano.
Ainda assim, a revelação voltou a alimentar o debate no Parlamento britânico em torno dos privilégios históricos da família real, numa altura em que o Reino Unido atravessa um contexto económico particularmente exigente. A investigação apontou ainda que avaliações antigas dos imóveis terão sido mantidas ao longo dos anos, contribuindo para preservar valores reduzidos nos contratos.
Apesar da polémica, o acordo existe há vários anos e terá começado ainda durante o reinado da Rainha Elizabeth II. De forma discreta, a prática foi mantida por Charles após a ascensão ao trono, preservando uma tradição pouco conhecida do público.
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