A família real da Noruega vive um período de extrema fragilidade. Na mesma semana em que o filho mais velho da Princesa Herdeira Mette-Marit (52), Marius Borg Høiby (29), viu ser proferida a sentença de quatro anos de prisão — na sequência de um processo que envolveu 34 acusações, incluindo duas por violação —, o Palácio Real anunciou que a futura rainha foi submetida a um transplante de pulmão.
A cirurgia, considerada de elevado risco, foi bem-sucedida, mas o estado de saúde de Mette-Marit continua a exigir cautela, mantendo a Princesa sob cuidados intensivos no Hospital Nacional de Oslo (Rikshospitalet) por tempo indeterminado.
Para Marius Borg Høiby, que se encontra a cumprir pena na prisão de Ila, a situação tem sido descrita como “insuportável”. Antes de conhecer a sentença, o jovem de 27 anos chegou a pedir a sua libertação, alegando que a incerteza sobre o tempo de vida da mãe era uma tortura psicológica. “É difícil pensar que, a cada domingo que nos vemos, pode ser a última vez que a vejo. Nunca sei quando um pulmão para transplante vai aparecer“, desabafou à época.

O segredo que rodeia o hospital
A imprensa norueguesa, nomeadamente o jornal Se og Hør, tem avançado com detalhes sobre a logística montada em redor do hospital. Segundo relatos, terá sido ativado um dispositivo de segurança discreto para permitir movimentações sob absoluto sigilo, utilizando entradas secundárias do complexo hospitalar. O objetivo seria evitar o escrutínio público e mediático num momento em que a família procura, acima de tudo, a privacidade.
A equipa jurídica de Marius Høiby, que já confirmou a intenção de recorrer da sentença, mantém-se em silêncio sobre a possibilidade de concessão de autorizações especiais para estas deslocações ao hospital.
A Noruega observa com cautela o desenrolar deste drama que mistura a esfera judicial e a vida privada de uma das casas reais mais próximas do povo. Enquanto a Princesa recupera, a questão que permanece no ar é como a instituição monárquica irá gerir a dualidade entre a rigidez da justiça e a necessidade de amparo humano num momento de vida ou morte.
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