O estado de saúde de Mette-Marit (52) da Noruega continua a despertar a atenção internacional. Após o anúncio oficial do Palácio Real de Oslo, a 17 de junho, sobre a cirurgia de transplante pulmonar a que a princesa herdeira foi submetida devido a uma fibrose pulmonar, a questão que se coloca é: como será o seu processo de recuperação e o regresso à normalidade?
A fibrose pulmonar é uma condição grave que, em casos avançados, torna o transplante a única alternativa. Segundo explica à revista Point De Vue, Françoise Jelassi, vice-presidente da Association Fibroses Pulmonaires France (AFPF) e ela própria uma paciente transplantada, esta é uma “operação pesada” que envolve a substituição dos pulmões doentes por órgãos de dadores. “Quando falamos de transplante, pode tratar-se de um pulmão ou de ambos, dependendo da idade do paciente”, esclarece a especialista.
O processo de convalescença: Os primeiros passos
A recuperação após um transplante desta dimensão é um desafio exigente. A fase inicial, que decorre na unidade de cuidados intensivos, dura habitualmente cerca de uma semana. “É o momento crítico”, sublinha Jelassi. Contudo, a mobilização é rápida: “A boa notícia é que o paciente é incentivado a levantar-se logo no dia seguinte. O objetivo é que se comece a caminhar o quanto antes.” A permanência hospitalar pode variar, mas, na experiência da especialista, o regresso a casa pode acontecer poucas semanas após a intervenção.

Uma nova vida com novos cuidados
Viver após um transplante pulmonar exige uma mudança radical de hábitos. A dieta, por exemplo, sofre alterações permanentes. Para evitar riscos de infeções bacterianas, que podem ser fatais para quem toma medicação imunossupressora, o consumo de alimentos crus é rigorosamente proibido. Frutos do mar, salmão fumado e produtos lácteos não pasteurizados são permanentemente retirados da dieta.
Além disso, os pacientes transplantados passam a ter uma rotina estrita de medicação “antirrejeição”, que deve ser tomada diariamente, para toda a vida.
A esperança do renascimento
Apesar da complexidade do pós-operatório, a mensagem da AFPF é de esperança. “Insisto no facto de que se pode viver normalmente: passear, correr, ir de férias”, afirma Françoise Jelassi. A recuperação permite, muitas vezes, uma qualidade de vida que a doença impedia. “Renascemos. Cada dia é um dia ganho e agradecemos sempre ao dador que nos permite desfrutar da vida“, conclui.
Para a Princesa Mette-Marit, segue-se agora um longo período de acompanhamento médico rigoroso, sob a proteção da família real norueguesa, num caminho que, espera-se, lhe devolva o bem-estar e a qualidade de vida.
Ver essa foto no Instagram